TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone Sul no terceiro dia da ROG.e 2026

TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone Sul no terceiro dia da ROG.e 2026
28 de setembro de 2026

Presidente Jorge Hijjar destacou novas rotas de suprimento, expansão da infraestrutura e segurança regulatória para ampliar o mercado de gás no Brasil.

A integração dos mercados de gás natural do Cone Sul e as novas possibilidades de suprimento para o Brasil estiveram entre os temas discutidos pela TBG no terceiro dia da ROG.e 2026, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O presidente da Companhia, Jorge Hijjar, participou de plenária que reuniu representantes do setor para debater a expansão da produção argentina, especialmente em Vaca Muerta, o declínio estrutural da oferta boliviana e os impactos dessas mudanças sobre os fluxos de gás e a infraestrutura de transporte na América do Sul.

Segundo Hijjar, a expansão da oferta argentina abre diferentes possibilidades de integração com o mercado brasileiro. Entre as alternativas estão o transporte de gás via Bolívia, o aproveitamento de rotas pelo Sul do Brasil, a conexão com terminais de GNL e o desenvolvimento de novos projetos de infraestrutura.

“A TBG ocupa uma posição relevante na integração entre Argentina, Brasil e os demais países do Cone Sul. Nesse contexto, a infraestrutura existente e a capacidade disponível para transporte podem contribuir para o atendimento da demanda do mercado”, afirmou.

O executivo destacou que a rota via Bolívia se beneficia de uma infraestrutura de integração já consolidada, enquanto as alternativas pelo Sul do Brasil e por novas conexões exigem diferentes níveis de investimento e coordenação entre os países envolvidos. “A TBG já desenvolve estudos e projetos relacionados à ampliação de sua capacidade de transporte e à conexão com novas fontes de suprimento”, reforçou Hijjar.

Para o presidente, a definição das alternativas deverá levar em conta não apenas a infraestrutura disponível, mas principalmente a competitividade do gás entregue ao consumidor. “O fator preponderante quando falamos de logística é a competição. Precisamos avaliar a que preço o gás argentino chegará ao Brasil e como ele vai se posicionar frente às demais fontes de suprimento disponíveis”, explicou.

Apesar de reconhecer o cenário favorável à ampliação da competividade a partir da elevação da oferta argentina, o presidente pondera ainda a necessidade de um ambiente regulatório estável. Nesse cenário, o fator “preço” entra na equação, avalia Hiijar.

“Muitas vezes se discute apenas a tarifa da transportadora, mas a transportadora não define o preço do gás, e sim a tarifa pelo serviço de transporte. Hoje, essa tarifa representa uma parcela relativamente pequena do preço final. O mais importante é viabilizar a chegada de mais gás ao mercado a um preço final menor”, explicou.

A infraestrutura de transporte esteve entre os principais pontos da plenária, que também discutiu os desafios de adaptação da malha às novas condições de oferta e demanda na América do Sul.

Participaram também para plenária: Alejandro Catalano Dupuy, Country Manager Brazil da Pan American Energy; Luciano Rojas, diretor Comercial de Gás e Líquidos da TotalEnergies; e Rodrigo Soares, General Manager da Shell Energy. A moderação foi conduzida por Vinicius Romano, vice-presidente de Mercados de Gás para a América Latina da Rystad Energy.

Considerada um dos principais eventos de petróleo, gás e energia da América Latina, a ROG.e 2026, que contou com o patrocínio silver da TBG, aconteceu entre os dias 21 e 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu líderes, especialistas, empresas e formuladores de políticas públicas para discutir os desafios e oportunidades do setor energético, com destaque para temas como transição energética, descarbonização, inovação tecnológica e integração entre diferentes fontes de energia.

Fonte: TN Petróleo.
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