Renováveis, sem a estabilidade do gás, não atrairão data centers, diz Energisa

Renováveis, sem a estabilidade do gás, não atrairão data centers, diz Energisa
5 de setembro de 2025

Débora Oliver prega reconhecimento da confiabilidade do gás natural nas políticas de incentivo aos data centers

RIO — A Energisa aposta no uso do gás natural como fonte de geração de energia para data centers como uma das principais avenidas de crescimento do setor de distribuição de gás canalizado. Para isso, contudo, será preciso reconhecer o gás como uma fonte confiável e complementar às renováveis nas políticas de incentivo ao novo negócio.

Esse foi um dos pontos do sexto episódio do videocast gas week, com a diretora-presidente da Energisa Distribuição de Gás, Débora Oliver. Assista na íntegra acima.

Ela cita que o potencial da oferta de energias renováveis, sozinho, não será suficiente para atrair os projetos de data centers para o Brasil.

“A gente entende que, hoje, se a gente continuar com a bandeira apenas do renovável, provavelmente o investidor que conhece, que tecnicamente sabe o risco que ele tem, não vai investir. E quem perde com isso é o país”, comentou.

O mercado ainda aguarda novidades sobre a Política Nacional para Data Centers (Redata). Prometida pelo ministro da Fazenda, Fernand Haddad (PT), a política deveria ter sido lançada no primeiro semestre, mas foi adiada por causa da crise fiscal.

No Planalto, chegou-se a discutir uma versão sem benefícios fiscais, limitada a ajustes regulatórios para prestação de serviços digitais nas Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs).

Ao fim, acabou saindo uma Medida Provisória voltada aos data centers, mas sem eles, obrigando a contratação de energia renovável nova por empresas instaladas nas ZPEs.

Energisa também mira interiorização e caminhão a gás

O grupo Energisa entrou na distribuição de gás em 2023, com a aquisição da ES Gás (ES), e reforçou sua presença no setor, no ano passado, com a compra do controle da Norgás – sociedade com a Mitsui que reúne participações nas concessionárias Algás (AL), Cegás (CE), Copergás (PE) e Potigás (RN).

A companhia acredita que o Nordeste pode se posicionar como um hub energético-digital, aproveitando-se de sua matriz de energias renováveis e da infraestrutura de gás e cabos submarinos na região.

Fonte: Eixos.com.
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