Prisma coloca Origem Energia à venda

Prisma coloca Origem Energia à venda
27 de agosto de 2026

A Prisma Capital está avançando em um processo para vender a Origem Energia, uma junior oil que nos últimos anos se tornou uma das maiores produtoras independentes de gás do País.

A gestora de ativos alternativos de Marcelo Hallack, João Mendes e Lucas Canhoto entrou na companhia no final de 2020. A Origem foi fundada há uma década pela engenheira de petróleo Luna Viana.

A saída agora é vista como um movimento natural para a Prisma após seis anos, e a decisão por um M&A ocorre devido ao mercado ainda fechado para IPOs, pessoas a par do assunto disseram ao Brazil Journal.

A Prisma investiu na Origem quando esta ainda se chamava Petro+ e tinha apenas alguns campos exploratórios. Após uma fusão com a Eagle, outro veículo de óleo e gás de seu portfólio, surgiu a Origem, que cresceu comprando campos operacionais desinvestidos pela Petrobras: os pólos Alagoas e Tucano Sul.

Entre 2022 e 2026, a produção nos campos da Origem, todos em terra, saltou de 4 mil para perto de 20 mil barris de óleo equivalente por dia, posicionando-a entre as maiores junior oils nacionais – atrás de PRIO, Brava e PetroRecôncavo.

A companhia também arrematou contratos para construir mais de 300 megawatts em termelétricas a gás no leilão de capacidade de energia promovido pelo Governo em junho.

Não está claro quando o processo de venda da Origem deve ser concluído, nem quem são os interessados avaliando o ativo.

A Eneva, vista como uma das candidatas naturais ao negócio, sinalizou não ter interesse, e a Petrobras – que tem dito que voltou a ser compradora de ativos – também não vai avaliar a transação porque ativos terrestres não estão em seu escopo, disseram fontes.

Num relatório recente, a equipe do Bradesco BBI citou a  PetroRecôncavo (controlada pelo Opportunity,  PetroSantander e Perbras) como outra empresa para quem a aquisição poderia fazer sentido estratégico.

Para uma experiente fonte de mercado, a Origem ainda pode atrair operadores independentes nacionais com operações onshore, como a Mandacaru Energia.

 

 

Fonte: Brazil Journal.
Voltar