PETROLEIRAS INDEPENDENTES ESPERAM POR CRESCIMENTO CONSISTENTE EM 2026 E PEDEM POR AJUSTES REGULATÓRIOS

PETROLEIRAS INDEPENDENTES ESPERAM POR CRESCIMENTO CONSISTENTE EM 2026 E PEDEM POR AJUSTES REGULATÓRIOS
11 de dezembro de 2025

As petroleiras independentes esperam consolidar um ciclo de crescimento em 2026, apoiado por avanços regulatórios e por um ambiente mais favorável à revitalização de ativos maduros. Em entrevista à serie especial Perspectivas 2026, o gerente executivo da ABPIP, Lucas Mota de Lima, afirma que o setor projeta uma expansão “moderada, porém consistente” para o próximo ano, impulsionada por novas oportunidades para tornar campos maduros e marginais mais atraentes e pelo fortalecimento do gás natural como vetor de desenvolvimento regional. Segundo ele, ajustes em normas, licenciamento e previsibilidade fiscal continuam no centro das demandas das operadoras independentes, que buscam ampliar sua relevância na produção nacional e manter a atividade econômica em regiões dependentes da cadeia de petróleo e gás.

Como foi o ano de 2025 para a ABPIP e para o setor de produtores independentes de petróleo e gás natural?

Para as empresas independentes, o ano de 2025 consolidou tendências de aumento de eficiência operacional e crescimento de investimentos pelas empresas independentes. Apesar dos desafios associados à volatilidade de preços do barril e medidas que impactaram negativamente, o setor manteve estabilidade na produção em diversas bacias e reforçou sua relevância para o desenvolvimento regional.

O presente ano também representou um período de diálogo constante com o governo e com os órgãos reguladores, com foco na melhoria da competitividade das operadoras independentes, no aprimoramento dos marcos legais e regulatórios para operações em campos maduros e marginais e no fortalecimento da cadeia de fornecedores locais. Esse esforço conjunto na busca de um ambiente mais previsível e favorável à continuidade dos investimentos marca a atuação da associação.

Se fosse consultado, que sugestões daria (ao governo ou ao mercado) para melhorar o ambiente de negócios em seu setor?

Existe um conjunto de medidas essenciais para garantir competitividade, previsibilidade e sustentabilidade ao setor de produtores independentes. Ao Governo, as sugestões seriam: estabilidade e clareza regulatória, com simplificação de normas e redução de assimetrias entre diferentes escalas de operadores; aprimoramento dos processos de licenciamento ambiental, com maior digitalização, padronização e integração entre órgãos estaduais e federais; revisão e maior previsibilidade dos regimes fiscais, permitindo que campos maduros e marginais tenham melhores condições de revitalização e estendam sua vida útil; programas de incentivo a investimentos em recuperação de ativos; e infraestrutura e escoamento, ampliando soluções de midstream e apoiando projetos de gás natural como vetor de desenvolvimento local.

Ao Mercado, as sugestões são: fortalecimento das parcerias entre operadores independentes e fornecedores, incentivando inovação, qualificação técnica e competitividade da cadeia; estímulo a modelos colaborativos de operação e compartilhamento de infraestrutura, que reduzem custos e ampliam a eficiência; e desenvolvimento de mecanismos de financiamento específicos, considerando os ciclos mais longos de retorno em campos maduros.

Por último, quais são as perspectivas de sua associação para 2026?

Para 2026, a ABPIP projeta um cenário de expansão moderada, porém consistente, para os produtores independentes. As expectativas incluem: aprofundamento da agenda regulatória positiva, com novas oportunidades para melhorar a atratividade dos campos maduros e marginais no Brasil; crescimento dos investimentos em revitalização de campos maduros, apoiados por avanços no ambiente legal, regulatório e fiscal; maior participação do gás natural como vetor de desenvolvimento regional, gerando empregos, fomentando a indústria local e contribuindo para a transição energética; e fortalecimento do papel das independentes, ampliando sua relevância na produção nacional e na manutenção da atividade econômica em regiões dependentes do setor.

A ABPIP segue comprometida em atuar como uma voz técnica e colaborativa, trabalhando para que o setor continue evoluindo de forma competitiva, responsável e alinhada às necessidades do país.

Fonte: Petronotícias.
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