PETROBRÁS DEVE CONCLUIR PERFURAÇÃO NA MARGEM EQUATORIAL E ATINGIR 7 MIL METROS DE PROFUNDIDADE SOMENTE EM ABRIL

PETROBRÁS DEVE CONCLUIR PERFURAÇÃO NA MARGEM EQUATORIAL E ATINGIR 7 MIL METROS DE PROFUNDIDADE SOMENTE EM ABRIL
23 de fevereiro de 2026

Depois de ser autorizada a retomar a perfuração no poço de Morpho, no bloco FZA-M-059, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, a Petrobrás acredita que precisará de um mês a mais do que o previsto inicialmente para concluir a atividade.

Segundo a diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia dos Anjos, a sonda ODN-II, utilizada na perfuração, deve alcançar os 7 mil metros em abril — a previsão inicial era atingir essa profundidade entre fevereiro e março.

A declaração foi dada pela executiva em entrevista ao jornal O Globo. De acordo com a diretora, ao atingir os 7 mil metros, caso seja constatada a presença de óleo, isso indicará que os modelos utilizados pela companhia estão corretos. Caso contrário, a petroleira pretende revisá-los e ajustá-los. Sylvia afirmou que a Petrobrás tem mapeados cinco plays (áreas potenciais) no bloco.

Para lembrar, a perfuração do poço estava suspensa desde o dia 4 de janeiro, após uma perda de fluido de perfuração no navio-sonda ODN-II. Ontem (19), conforme noticiamos, a Petrobrás disse que já estava realizando os preparativos necessários para continuar com a atividade.

Ainda durante a entrevista, Sylvia afirmou que foi “uma novela” a trajetória para obter a licença, o que acabou complicando um pouco os planos da Petrobrás para a sonda.

A ideia inicial era manter a ODN-II na Bacia da Foz do Amazonas. Contudo, devido à demora do Ibama em autorizar a atividade, o navio será deslocado para a perfuração do poço Mãe de Ouro, na costa do Rio Grande do Norte.

A diretora também fez ressalvas ao movimento contrário ao aumento da produção de petróleo no Brasil. Para ela, se o país deixar de produzir o insumo, precisará voltar a importá-lo.

Ela reconheceu que o licenciamento ambiental no Brasil continua sendo “o maior desafio” e destacou que o petróleo é o principal produto da pauta de exportações.

“Qual país do mundo cria leis contra sua própria força? Eu não conheço”, afirmou.

Ainda ao Globo, Sylvia disse que a Petrobrás pode avaliar oportunidades na Venezuela, mas reconheceu que há um risco elevado em investir no país, apesar de seu potencial petrolífero. A executiva acrescentou que a companhia busca oportunidades na África, citando Gana, Costa do Marfim e Namíbia, onde a empresa assinou recentemente um acordo para adquirir uma licença de exploração.

Fonte: TN Petróleo.
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