Petrobras descobre petróleo na Bacia da Foz do Amazonas

Petrobras descobre petróleo na Bacia da Foz do Amazonas
14 de agosto de 2026

O poço Morpho está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em profundidade de 2.886 metros

Por Bruno Rosa

A Petrobras informou nesta sexta-feira que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. A presença de hidrocarbonetos significa que foram encontrados indícios de petróleo ou gás natural.

O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá, em uma profundidade de 2.886 metros. A licença para perfurar esse primeiro poço foi dada pelo Ibama em outubro do ano passado, após anos de espera.

— Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país– disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Além desse primeiro poço, a Petrobras ainda aguarda a licença para mais três poços , segundo Magda, durante entrevista coletiva de resultados no início do mês. Na ocasião, a executiva disse que o resultado do primeiro poço é apenas o primeiro passo para ampliar o conhecimento sobre a região.

— Dando descoberta ou não, a conclusão é a mesma: a área é gigantesca e precisa de perfuração. O pontapé inicial é um poço pioneiro e mais três contingentes — afirmou Magda na ocasião.

Segundo a estatal, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado através de perfis elétricos e indicativos em rocha. “As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a empresa.

A Petrobras disse que a perfuração no bloco da Bacia da Foz do Amazonas está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.

 

Fonte: O Globo.
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