NESTA EDIÇÃO. Mercado de olho no novo plano de negócios da Petrobras, que já confirmou adiamento de projetos. COP30 aprova texto sem fósseis e deixa nas mãos do Brasil liderança da construção dos roadmaps de transição. MME prorroga discussões sobre verificador independente para distribuidoras de energia.
Com o adiamento de projetos e dificuldades para avançar em novas áreas, a Petrobras apresenta na próxima sexta-feira (28/11) o Plano de Negócios 2026-2030, após uma revisão nos investimentos frente ao menor preço do barril de petróleo.
Em um balde de água fria para o avanço dos projetos de produção, Chambriard confirmou na semana passada que vai postergar os planos de revitalização da Bacia de Campos e de Sergipe Águas Profundas (Seap) para depois de 2030 (Agência Estado/Terra).
Já na área de exploração, este será o primeiro plano depois que a estatal conseguiu, enfim, começar a avançar na perfuração da região que é a próxima aposta como fronteira exploratória, a Margem Equatorial.
O mercado também está atento ao grande anúncio do plano anterior: a entrada no mercado de biocombustíveis.
Por outro lado, avançou ao longo deste ano o retorno ao segmento de fertilizantes, que também deve ter espaço no novo planejamento.
E vale ficar de olho também nos planos da estatal para o mercado de geração termelétrica. A companhia aposta nos leilões de reserva de capacidade para recontratar parte das unidades existentes e anunciar novos projetos.
Retomada naval. A Petrobras e a Transpetro retomaram, desde 2023, encomendas à indústria naval brasileira, priorizando barcos de apoio e de cabotagem com menor pegada de carbono.
Autorização especial. A ANP publicou a autorização para a UTGCA, em Caraguatatuba, a comercializar por até oito meses gás com teor mínimo de metano de 80%, abaixo do limite regulatório. A Petrobras terá três meses para apresentar o plano de adequação da unidade.
Gas release. O programa de redução da concentração do mercado de gás natural está de volta ao Congresso, dessa vez na Câmara dos Deputados, com projeto de lei 5802/202, de Kim Kataguiri (União/SP). Na gas week, veja a lista das empresas com contratos ativos de longo prazo com a Petrobras que podem ser afetadas pela proposta. Destaques da COP. A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas aprovou os textos finais no sábado (22/11) em Belém (PA) com a designação do Brasil para liderar a construção dos roadmaps de transição para longe dos combustíveis fósseis e fim do desmatamento.
Hidrogênio em foco. A ironia é que muitos dos países e empresas que resistiram ao mapa do caminho para abandonar os combustíveis fósseis são os maiores investidores emergentes em hidrogênio, justamente porque sabem que o reposicionamento tecnológico será inevitável. Leia na coluna de Gabriel Chiappini. Distribuição de energia. O MME prorrogou até 5 de dezembro a consulta pública sobre a criação de um Verificador Independente para a distribuição de energia
Opinião: Segurança de mercado é peça-chave para o setor de energia crescer. Setor elétrico precisa de regras e controles que promovam um ambiente estável e previsível, escreve Fred Menezes, o diretor de Comercialização da Armor Energia.