Por Gabriela Ruddy
NESTA EDIÇÃO. Petrobras indica que perfuração na Bacia da Foz do Amazonas pode durar dez meses. AGU defende suspensão de benefício para a Refinaria da Amazônia. ONS adota operação especial para a Copa do Mundo, que traz desafios adicionais para o sistema elétrico no Brasil. Aquecimento causado pelas atividades humanas atingiu 1,37°C em 2025.
A Petrobras comunicou ao Ibama que prevê concluir a primeira perfuração em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas até 7 de agosto. (BNamericas)
No momento, a companhia está a mil metros do objetivo do poço, iniciando a sexta fase da perfuração, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, a jornalistas na noite de quinta-feira (11/6).
Parte do atraso se deve a um incidente no começo de janeiro, quando a estatal precisou interromper a atividade por mais de um mês, após o vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração.
FZA-M-59
A previsão inicial da estatal era que o custo desse poço na costa do Amapá ficaria em R$ 842,4 milhões.
Grande aposta da Petrobras para a reposição de reservas de petróleo nos próximos anos, a exploração na Bacia da Foz do Amazonas teve início em outubro de 2025, depois de um controverso processo de licenciamento ambiental.
Suspensão do benefício da Ream. A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), que seja concedida uma liminar para suspender o regime de incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM) que beneficiou a Refinaria da Amazônia (Ream), que pertence ao grupo Atem.
Estocagem subterrânea. O Brasil precisará desenvolver novas soluções de armazenamento de gás natural, como a estocagem subterrânea, para lidar com o acionamento cada vez mais rápido das termelétricas, avalia o gerente-executivo de Gás e Energia da Petrobras, Álvaro Tupiassu.Opinião: Reforma do gás de cozinha em debate na ANP pode reduzir barreiras de entrada, ampliar concorrência, rastreabilidade e criar novas opções de abastecimento, beneficiando consumidores, escreve Natalia Giampietri, cofundadora da PayGas.ONS de olho na Copa. O Operador Nacional do Sistema Elétrico prepara uma operação especial durante a Copa do Mundo de 2026, para monitorar o impacto dos principais jogos no consumo de energia no país. Serão divulgados boletins específicos sobre o comportamento da carga após o término das principais partidas. Entenda melhor:
Custo da energia. A decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na quarta (10/6) de manter o critério de aversão ao risco (Cvar) atual para 2027 frustrou parte do setor elétrico, que defendia uma flexibilização para reduzir os preços da energia elétrica.
Por falar em preço… A intensificação dos sinais de preço no mercado de energia deve ser a principal prioridade do setor elétrico brasileiro, na avaliação de Laércio Simões, diretor de Regulação da Axia Energia (ex-Eletrobras). Segundo ele, é necessário corrigir distorções que levaram ao atual desequilíbrio entre oferta e demanda de energia ao longo do dia.
Etanol carbono negativo. A Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo firmou uma parceria com a Fapesp e a USP para criação do centro de tecnologias para captura e armazenamento de carbono biogênico. O centro desenvolverá o primeiro projeto-piloto de BECCS do setor sucroenergético.Mudança climática. O aquecimento causado pelas atividades humanas atingiu 1,37°C em 2025 em relação ao período pré-industrial. Mantido o ritmo atual de emissões, o planeta deverá ultrapassar 1,5°C de aquecimento em cerca de quatro anos.
Terras raras em MG. A canadense Libra Energy Materials anunciou os primeiros resultados da campanha de perfuração no Projeto Penelope, em Minas Gerais, indicando a presença de terras raras e gálio em níveis considerados promissores para a continuidade da exploração.
Opinião: Produção doméstica de nitrogenados exclusivamente baseada no gás natural ignora riscos geopolíticos e emissões. Alternativas incluem biometano, hidrogênio e biofertilizantes, escrevem Pedro Guedes e João Abbud, especialistas do Instituto E+ Transição Energética.