NESTA EDIÇÃO. Opep+ chega a acordo para aumento da extração em novembro e mercado prevê queda no preço do barril.
Petrobras inicia contratação da P-91, que vai criar hub para ampliar exportação de gás do campo de Búzios.
Discussão sobre devedor contumaz trava na Câmara dos Deputados.
ANP oferece aparato de fiscalização à Anvisa em meio à crise de bebidas adulteradas com metanol.
A Opep+ anunciou no domingo (5/10) que vai aumentar a produção de petróleo em 137 mil barris/dia a partir de novembro, ampliando a oferta no mercado internacional.
Com o maior volume de petróleo no mercado e sinais de fraqueza na demanda, analistas começam a citar a possibilidade de um retorno do preço do barril à casa dos US$ 50 em 2026.
Além da maior produção na Opep+, a sobreoferta de petróleo é alimentada também pelo contínuo crescimento da extração em países que não fazem parte dos acordos do grupo, como Guiana, Argentina, Canadá e Brasil.
Os efeitos sobre as cotações, no entanto, devem ocorrer ao longo do tempo.
P-91 terá hub de gás. O décimo segundo FPSO de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, vai funcionar como um hub para exportação do gás produzido no campo, segundo a Petrobras. A unidade também será capaz de exportar o gás produzido em outras plataformas que foram originalmente desenhadas para a injeção. O objetivo é expandir a oferta de gás no mercado nacional.
Opinião: Ao isentar a TUSD para consumidores estratégicos no Nordeste, como indústrias e data centers, poderíamos criar um ciclo virtuoso: reduzir o desperdício de energia, atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento regional, escreve Gustavo Ayala o CEO do grupo Bolt.
PL do devedor contumaz travado. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB) — e outras lideranças da Casa — ignoram a urgência proposta pelo governo ao projeto de lei da tipificação do devedor contumaz (PLP 125/2022). O texto é prioridade do Ministério da Fazenda, pasta que conduz as investigações de fraudes no mercado de combustíveis.
Opinião: O Brasil ainda está longe de ter um sistema tributário verdadeiramente simples, mas o que se desenha no setor de combustíveis representa, sem dúvida, um avanço. Se bem implementado, esse novo regime tem potencial para se tornar referência, escrevem Janssen Murayama e Mariana Ferreira, respectivamente, sócio fundador e coordenadora Tributária do Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados.
Crise do metanol. A ANP colocou à disposição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a infraestrutura de fiscalização para identificar adulteração de bebidas com o uso de metanol, em meio à alta nas notificações relacionadas à intoxicação pela substância.
Revisão tarifária das transportadoras de gás. A ANP realiza na próxima quarta (8/10) audiência pública sobre os novos critérios para cálculo das tarifas de transporte de gás natural.
Frete marítimo polui mais. As emissões de gases de efeito estufa do transporte marítimo aumentaram 5% em 2024, em meio a desvios de rota, escalas em portos ignoradas e viagens mais longas, mostra relatório da agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
Opinião: O recado da ciência é inequívoco: o net zero só será alcançado se apostarmos em uma visão pragmática e integrada, escrevem Nathalia Weber e Isabela Morbach, cofundadoras da CCS Brasil.