Independentes ajudam a ampliar cadeia de fornecedores no Brasil, diz diretor da Prio

Independentes ajudam a ampliar cadeia de fornecedores no Brasil, diz diretor da Prio
28 de setembro de 2026

Segundo Jean Calvi, projeto Wahoo atraiu empresas estrangeiras que hoje empregam mão de obra brasileira

As petroleiras independentes ampliaram a gama de fornecedores da indústria de óleo e gás no Brasil e ajudaram a viabilizar projetos antes considerados inviáveis, avalia Jean Calvi, diretor de Operações da Prio.

Em entrevista ao estúdio eixos durante a ROG.e 2026, no Rio de Janeiro, na terça (22/9), ele afirmou que a entrada das independentes trouxe fornecedores específicos para seu porte e necessidade. Confira na íntegra.

“A cadeia evoluiu, algumas empresas mais rápido, outras mais devagar, mas evoluiu bastante”, disse.

Calvi citou o projeto Wahoo, na Bacia de Campos, primeiro greenfield desenvolvido pela Prio. A área teve o primeiro óleo em maio e no momento produz cerca de 40 mil barris por dia.

Segundo ele, a empresa decidiu não contratar um único EPCI (sigla em inglês para Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação) e gerenciar o projeto com várias empresas.

“É a diferença entre entregar a chave do carro para alguém dirigir e dirigir você mesmo. Dá mais trabalho, mas você vai onde quer”, explicou.

O projeto envolveu mais de 100 km de umbilical, 80 km de linha rígida e 15 km de flexíveis, executados em cerca de sete meses.

Fornecedores se instalam no Brasil

Calvi afirmou que, com o projeto Wahoo, algumas companhias estrangeiras vieram e se instalaram no Brasil.

“Conheço pelo menos três empresas que estão se desenvolvendo no país e estão vendo o potencial do Brasil. Entraram por uma porta pequena, apertada, mas quando conhecem o mercado veem o tamanho que ele tem. O Brasil tem o maior mercado offshore do mundo”, afirmou.

Novo raio muda o olhar para campos ao redor

O diretor destacou que o projeto de Wahoo expandiu o raio de produção na região para até 38 km de distância do navio, contra o limite anterior de 10 km.

“Isso muda a forma como você olha os campos ao redor. Poços menores, que antes não eram viáveis, se tornam viáveis”, afirmou.

Fonte: Eixos.com.
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