Governo estima potencial de até 41 bilhões de barris na Margem Equatorial

Governo estima potencial de até 41 bilhões de barris na Margem Equatorial
12 de julho de 2026

Estimativa consta no PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2035 e soma projeções de Bacias da Foz do Amazonas e Pará-Maranhão

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A região da Margem Equatorial pode conter reservas de petróleo de pelo menos 41 bilhões de barris, segundo estimativas que constam no PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2035, aprovado em 2 de julho pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O documento, elaborado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), reúne projeções para o setor de energia nos próximos 10 anos. Embora não cite diretamente investimentos nas bacias que compõem a Margem Equatorial, afirma que a região “é apontada por especialistas como promissora para a produção de hidrocarbonetos”. Leia a íntegra do plano (PDF – 15 MB).

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O governo aposta na pesquisa da Margem Equatorial para manter a produção de petróleo e gás natural estável nas próximas décadas. Essa região é considerada a principal fronteira exploratória para o setor, com potencial ainda pouco conhecido, mas que vem despertando interesse em razão das características geológicas semelhantes às de grandes descobertas em outras partes do mundo.

Embora as atividades na região ainda estejam em fase de pesquisa, o PDE afirma que as bacias da Margem Equatorial apresentam evolução geológica similar a formações análogas na costa africana e em bacias vizinhas, no Suriname, Guiana e Guiana Francesa.

Na Foz do Amazonas, onde a Petrobras já conduz perfurações para pesquisa, o plano projeta volumes de petróleo de magnitude similar aos das bacias vizinhas na Guiana e Suriname, cujas reservas provadas são da ordem de 11 bilhões de barris. Já a Bacia do Pará-Maranhão indica a possibilidade de ocorrência de até 30 bilhões de barris, segundo estimativas iniciais.

5 MILHÕES DE BARRIS POR DIA EM 2035

Apesar de o potencial da Margem Equatorial ainda ser desconhecido, o PDE projeta que o sucesso exploratório em novas fronteiras pode fazer a produção nacional diária atingir o patamar de 5 milhões de barris em 2031, mantendo a produção mais ou menos neste nível até o fim do decênio.

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Atualmente, o Brasil produz em média 3,77 milhões de barris ao dia e vem batendo recordes consecutivos na produção de petróleo e gás natural nos últimos meses.

Segundo o plano, o país chegará a 2035 produzindo 4,9 milhões de barris por dia, alta de 22% em relação à produção atual. Para sustentar esse desempenho, porém, será necessária a abertura de novas frentes produtivas a partir de 2031. Conforme mostrou o Poder360, o governo conta com as reservas potenciais da Margem Equatorial para concretizar as estimativas.

Projeções do Ministério de Minas e Energia mostram que o Brasil precisará de novas reservas exploratórias até 2030 para manter o ritmo forte no setor, uma vez que o país não fez novas descobertas de reservas nos últimos anos. A esperança está nas pesquisas conduzidas na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas.

Divulgação/EPEPrevisão da produção diária de petróleo até 2035

Fonte: Poder360.
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