GNLink quer interiorizar gás de terminais de GNL e também mira internacionalização em novo ciclo de expansão

GNLink quer interiorizar gás de terminais de GNL e também mira internacionalização em novo ciclo de expansão
10 de junho de 2026

Distribuidora da GNL vai em busca de gás na Argentina e vê potencial para exportar GNL do Paraná para o Paraguai

Após concluir o seu primeiro ciclo de investimentos, a GNLink traça seus próximos passos e elegeu a entrada no mercado do Sudeste como uma de suas prioridades.

O CEO da companhia, Marcelo Rodrigues, conta que a expansão dos negócios da distribuidora de gás natural liquefeito (GNL), no entanto, vai além: a empresa, uma sociedade entre o grupo Lorinvest e a Copa Energia, quer interiorizar o gás dos terminais de GNL da costa brasileira e traça, em paralelo, planos de internacionalização no Cone Sul.

episódio #025 do podcast gas week detalha ainda os planos da GNLink para dobrar a capacidade de liquefação para 600 mil m³/dia até 2028. Assista na íntegra

Argentina desponta como fonte de gás competitivo – para o Sul do Brasil ou outros países do Cone Sul, como o Uruguai – e que permitiria à empresa liberar capacidade da planta de liquefação de Barra Bonita (PR) para outros destinos, como o Paraguai, por exemplo.

“Nossa planta do Paraná está a 250 km do Paraguai. O Paraguai está investindo muito agora, muitas indústrias indo para lá… A gente está olhando isso aí com bastante carinho. É lógico que precisa fechar todas as pontas, não é simples”.

 

No Brasil, a GNLink mira também oportunidades do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) – seja no fornecimento de gás para térmicas pequenas, seja em parcerias para interiorizar o GNL importado pelos terminais de regaseificação na costa.A companhia tem, nesse sentido, um memorando de entendimento firmado com a Oncorp para a distribuição de GNL a partir do terminal de regás do Porto de Pecém (PE).

O foco para 2026, no entanto, está no esforço comercial para elevar a utilização de suas três plantas de liquefação operacionais.As unidades do Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte somam 300 mil m³/dia, dos quais dois terços estão contratados.

Outros destaques da entrevista

  • Os vetores de crescimento da empresa são a demanda do setor industrial e projetos de gasodutos virtuais das concessionárias estaduais de gás canalizado;
  • Uso do gás no transporte pesado é outro mercado que desperta a atenção da companhia;
  • Acesso à capital: IPO (abertura de capital) pode fazer sentido “em determinado momento” para os acionistas, mas não há movimento nesse sentido por ora;
  • BioGNL é um negócio que a GNLink mira com interesse, mas ainda falta competitividade para projetos do tipo no Brasil;
  • Subvenção ao GLP tem reforçado uma competição “um pouco desleal” com o gás natural;
  • Rodrigues defende diferenciação de preços entre o GLP residencial e o GLP a granel.
Fonte: Eixos.com.
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