Após concluir o seu primeiro ciclo de investimentos, a GNLink traça seus próximos passos e elegeu a entrada no mercado do Sudeste como uma de suas prioridades.
O CEO da companhia, Marcelo Rodrigues, conta que a expansão dos negócios da distribuidora de gás natural liquefeito (GNL), no entanto, vai além: a empresa, uma sociedade entre o grupo Lorinvest e a Copa Energia, quer interiorizar o gás dos terminais de GNL da costa brasileira e traça, em paralelo, planos de internacionalização no Cone Sul.
O episódio #025 do podcast gas week detalha ainda os planos da GNLink para dobrar a capacidade de liquefação para 600 mil m³/dia até 2028. Assista na íntegra
A Argentina desponta como fonte de gás competitivo – para o Sul do Brasil ou outros países do Cone Sul, como o Uruguai – e que permitiria à empresa liberar capacidade da planta de liquefação de Barra Bonita (PR) para outros destinos, como o Paraguai, por exemplo.
“Nossa planta do Paraná está a 250 km do Paraguai. O Paraguai está investindo muito agora, muitas indústrias indo para lá… A gente está olhando isso aí com bastante carinho. É lógico que precisa fechar todas as pontas, não é simples”.
No Brasil, a GNLink mira também oportunidades do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) – seja no fornecimento de gás para térmicas pequenas, seja em parcerias para interiorizar o GNL importado pelos terminais de regaseificação na costa.A companhia tem, nesse sentido, um memorando de entendimento firmado com a Oncorp para a distribuição de GNL a partir do terminal de regás do Porto de Pecém (PE).
O foco para 2026, no entanto, está no esforço comercial para elevar a utilização de suas três plantas de liquefação operacionais.As unidades do Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte somam 300 mil m³/dia, dos quais dois terços estão contratados.