Empresa com sede na Noruega retoma busca por petróleo no litoral gaúcho

Empresa com sede na Noruega retoma busca por petróleo no litoral gaúcho
19 de novembro de 2025

Terceira campanha de aquisição de dados deve durar até o início do segundo trimestre de 2026

SW Empress tem 22 metros de largura e 122 de comprimento.

Até o final desta semana, um dos navios sísmicos mais avançados do mundo chegará ao porto de Rio Grande. A Shearwater, empresa com sede na Noruega especializada em mapear o subsolo marítimo para tentar encontrar acumulações de petróleo e gás, vai retomar sua atividade no litoral gaúcho no início de dezembro.

Em comunicado ao mercado publicado nesta terça-feira (18) (veja aqui), a companhia afirma que vai começar a terceira temporada de aquisição de dados na Bacia de Pelotas, realizada em parceria com a Searcher Seismic. A previsão é concluir a fase atual no início do segundo trimestre de 2026.

O navio usado na operação será o SW Empress, embarcação com 122 metros de comprimento — o equivalente a uma quadra — e 22 metros na sua parte mais larga.

A área de sísmica 3D é de 17,3 mil quilômetros quadrados, em território mais ao sul do Rio Grande do Sul. A menor distância da costa é de cerca de 156 quilômetros referente ao município de Santa Vitória do Palmar.

— O sucesso na Bacia de Pelotas demonstra a complementaridade das forças da Shearwater e da Searcher Seismic, onde, juntos, adquiriremos mais dados de alta qualidade em uma das regiões de exploração mais promissoras do mundo — diz em nota a CEO da Shearwater, Irene Waage Basili.

 

TGS prepara operação

 

A empresa TGS também se prepara para começar a pesquisar petróleo na região sul do Brasil. Segundo informe apresentado na última segunda-feira (17) (veja aqui), a mobilização deve iniciar ainda neste ano, com previsão de se estender até o terceiro trimestre de 2026.

A área de sísmica 3D abrangerá cerca de 14,8 mil quilômetros quadrados, mas sem incluir territórios gaúchos. Esta fase de pesquisa ocorrerá na fatia catarinense da Bacia de Pelotas.

A TGS tem licença para operar no litoral do Rio Grande do Sul, assim como as empresas Viridien e SLB WesternGeco. A primeira tem parceria com a Universidade Federal de Rio Grande (Furg) para monitoramento ambiental.

 

O que é sísmica 3D

 

A sísmica 3D é um exame do subsolo marítimo que costuma ser comparada a uma ultrassonografia. Emite ondas de som que “batem” no fundo do mar e “ecoam” de forma diferente conforme a formação geológica. Permite identificar potenciais acumulações de petróleo para entender quais os locais mais adequados para a perfuração.

*Colaborou João Pedro Cecchini

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