SW Empress tem 22 metros de largura e 122 de comprimento.
Até o final desta semana, um dos navios sísmicos mais avançados do mundo chegará ao porto de Rio Grande. A Shearwater, empresa com sede na Noruega especializada em mapear o subsolo marítimo para tentar encontrar acumulações de petróleo e gás, vai retomar sua atividade no litoral gaúcho no início de dezembro.
Em comunicado ao mercado publicado nesta terça-feira (18) (veja aqui), a companhia afirma que vai começar a terceira temporada de aquisição de dados na Bacia de Pelotas, realizada em parceria com a Searcher Seismic. A previsão é concluir a fase atual no início do segundo trimestre de 2026.
O navio usado na operação será o SW Empress, embarcação com 122 metros de comprimento — o equivalente a uma quadra — e 22 metros na sua parte mais larga.
A área de sísmica 3D é de 17,3 mil quilômetros quadrados, em território mais ao sul do Rio Grande do Sul. A menor distância da costa é de cerca de 156 quilômetros referente ao município de Santa Vitória do Palmar.
— O sucesso na Bacia de Pelotas demonstra a complementaridade das forças da Shearwater e da Searcher Seismic, onde, juntos, adquiriremos mais dados de alta qualidade em uma das regiões de exploração mais promissoras do mundo — diz em nota a CEO da Shearwater, Irene Waage Basili.
A empresa TGS também se prepara para começar a pesquisar petróleo na região sul do Brasil. Segundo informe apresentado na última segunda-feira (17) (veja aqui), a mobilização deve iniciar ainda neste ano, com previsão de se estender até o terceiro trimestre de 2026.
A área de sísmica 3D abrangerá cerca de 14,8 mil quilômetros quadrados, mas sem incluir territórios gaúchos. Esta fase de pesquisa ocorrerá na fatia catarinense da Bacia de Pelotas.
A TGS tem licença para operar no litoral do Rio Grande do Sul, assim como as empresas Viridien e SLB WesternGeco. A primeira tem parceria com a Universidade Federal de Rio Grande (Furg) para monitoramento ambiental.
A sísmica 3D é um exame do subsolo marítimo que costuma ser comparada a uma ultrassonografia. Emite ondas de som que “batem” no fundo do mar e “ecoam” de forma diferente conforme a formação geológica. Permite identificar potenciais acumulações de petróleo para entender quais os locais mais adequados para a perfuração.
*Colaborou João Pedro Cecchini