NESTA EDIÇÃO. Pesquisa indica aumento da aprovação popular para exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial. Distribuidoras pedem suspensão da venda direta de combustíveis entre a Petrobras e clientes corporativos. Demanda global por resfriamento deve triplicar, mas práticas sustentáveis podem economizar US$ 17 trilhões em consumo de energia, segundo Pnuma.
A parcela da população que apoia as atividades ligadas ao petróleo e gás na Margem Equatorial, no Norte e Nordeste do país, está em expansão, indicou uma pesquisa da Genial/ Quaest.
O período coincide com a liberação do Ibama para a Petrobras perfurar um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que ocorreu em 20 de outubro, depois de anos em discussão. O debate em torno do tema envolve não apenas o fato de a região ser considerada ambientalmente sensível, devido à proximidade com a Amazônia, como também a defesa do fim da abertura de novas fronteiras exploratórias de petróleo e gás.
O presidente Lula (PT) e líderes políticos defendem que as atividade petrolíferas podem ser indutoras de desenvolvimento e riqueza para as regiões Norte e Nordeste.
A pesquisa chega às vésperas da divulgação do novo plano de negócios da Petrobras, com atualizações para o período de 2026 a 2030, que será publicado em 27 de novembro.
Enquanto isso, do lado de lá da fronteira…. As descobertas de petróleo na Guiana, que estimularam a exploração na Margem Equatorial brasileira, seguem atraindo investimentos.
Preocupação com a regulação. Se os pedidos de suspeição de diretores vistos nas últimas semanas na ANP e Aneel prosperarem, podem inaugurar uma nova prática em que agentes regulados passam a escolher os relatores de seus casos, avalia a União Nacional dos Servidores de Carreira das Agências Reguladoras Federais (UnaReg).Rota Sustentável. Veículos movidos com biocombustível 100% emitiram cerca de 65% menos CO2 equivalente do que os abastecidos com diesel B15, segundo teste da Be8 e da Mercedes-Benz.
Aposta verde. Três em cada quatro brasileiros acreditam que a transição para uma economia sustentável vai gerar novos empregos, aponta pesquisa da ABDI e da Nexus. Para 54%, o movimento criará “muitos empregos”; outros 21% esperam “poucos”. Apenas uma minoria não vê novas oportunidades na mudança para um modelo mais verde.Diálogos na COP 1. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) afirmou à eixos que o Brasil “não é algoz ambiental” e deve transformar a agenda climática em oportunidade para liderar a economia de baixo carbono. “Nosso agro é sustentável, nós vamos mostrar isso ao mundo”, defendeu.Diálogos na COP 2. O vice-presidente da Siemens Energy, André Clark, afirmou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) é inovador por incluir o capital privado no financiamento climático. Para ele, empresas e bancos de desenvolvimento devem atuar juntos para ampliar esses recursos.Aliança entre América Latina e Europa. Celac e União Europeia anunciaram um plano para ampliar a cooperação em energia renovável, segurança alimentar e inovação tecnológica. Em comunicado conjunto, reafirmaram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas, como soberania, integridade territorial e solução pacífica de conflitos.Reforço na rede da Bahia. A EIB Global, direção do Grupo Banco Europeu de Investimento dedicada ao desenvolvimento, concederá um empréstimo de 300 milhões de euros à Neoenergia Coelba para modernização da rede de distribuição de energia elétrica da Bahia.Além de exportar “vento e sol”. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defende que a exploração do potencial de geração de energias renováveis do estado precisa estar associado ao desenvolvimento industrial local.
Plano de transformação ecológica. Na esteira dessa discussão, o consórcio de governadores do Nordeste lançou na terça (11) em Belém (PA), um plano para desenvolver a indústria regional, aproveitando a capacidade de geração de energia solar e eólica. São 47 propostas e 324 ações prioritárias para a região. Veja os detalhes na newsletter diálogos da transição. Ondas de calor. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) lançou durante a COP30, relatório destacando que a adoção de práticas sustentáveis de resfriamento podem economizar US$ 17 trilhões em consumo de energia e evitar até US$ 26 trilhões em investimentos na rede elétrica até 2050.
De olho nas próximas. Mesmo sem uma definição sobre o país-sede da COP31, a COP32 já tem um endereço. O grupo de países africanos submeteu formalmente à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) a indicação da Etiópia para sediar o maior evento da ONU em 2027.Alívio na conta. A inflação de 0,09% registrada em setembro pelo IPCA foi consideravelmente aliviada pela redução na energia elétrica residencial, segundo o IBGE. Sem a influência da energia elétrica, o IPCA teria sido de 0,20% em outubro.
Opinião: Iniciativas brasileiras que se propõem a promover o enfrentamento da pobreza energética em contexto de crise ecológica não estão organizadas em esforço estatal mais amplo de planejamento, coordenação e controle das ações, escrevem os advogados Vitor Alencar e João Paulo Madruga. MP da reforma do setor elétrico. O Movimento União pela Energia, que congrega mais de 70 associações e federações da indústria, defende que sete dispositivos aprovados pelo Congresso Nacional na conversão em lei da MP 1304 sejam vetados pelo governo.