RIO — Os recursos da cláusula de investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para as produtoras de petróleo e gás no Brasil estão ajudando a viabilizar e desenvolver startups que atendem às demandas desse mercado, segundo a gerente de Inovação e Tecnologia do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Melissa Fernandez.
“Essas startups entram num momento muito importante em que a indústria vem cada vez mais atuando no contexto da inovação aberta”, afirmou ao estúdio eixos durante a OTC Brasil 2025 no Rio, na quarta-feira (29/10). Assista na íntegra acima!
Fernadez destaca que as startups têm mais ágeis de conseguir chegar a resultados que empresas maiores às vezes levam um tempo maior. Durante a OTC, o IBP promoveu um speed dating em que as startups puderam apresentar suas iniciativas às grandes empresas do setor, em busca de parcerias.
Para Melissa, a indústria de óleo e gás tem papel central na transição energética ao impulsionar tecnologias como inteligência artificial, gêmeos digitais (réplicas virtuais de equipamentos industriais), sensores de emissões e robótica. Segundo ela, o setor será “o grande precursor da transição energética”, com startups também avançando em hidrogênio e descarbonização.
Entre as iniciativas de P&D apoiadas está o Programa NAVE, gerido pelo IBP em parceria com a ANP, que destina cerca de R$ 26 milhões a 21 startups para desenvolverem soluções voltadas à inovação aberta e empreendedorismo tecnológico no setor.