CEO da Petrobras (PETR4) deve presidir conselho da Braskem (BRKM5) em novo acordo, diz jornal

CEO da Petrobras (PETR4) deve presidir conselho da Braskem (BRKM5) em novo acordo, diz jornal
23 de janeiro de 2026

A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, deve assumir a presidência do conselho da Braskem (BRKM5) no novo acordo de acionistas com a IG4, disse o Valor Econômico.

O acordo estabelece cocontrole entre Petrobras e IG4. O conselho terá 10 membros — quatro da Petrobras, quatro da IG4 e dois independentes, segundo o jornal.

Neste primeiro ciclo, de acordo com a publicação, a Petrobras indica o presidente do conselho e a IG4 indica o CEO, o CFO e a vice-presidência do colegiado.

A expectativa é que o Cade julgue a transferência da ações da Braskem que eram da antiga Odebrecht ainda em fevereiro, abrindo caminho para que a transação seja consumada, acrescentou o Valor.

Mudanças na Braskem

Em dezembro, a Novonor (ex-Odebrecht) assinou um acordo de exclusividade com a empresa de investimentos IG4 Capital para vender sua participação na petroquímica.

A IG4 representa os bancos credores da companhia — Itaú, Bradesco, Santander, BB e BNDES –, que têm ações BRKM5 como garantia de empréstimos feitos à petroquímica.

A Novonor se comprometeu a transferir a participação na Braskem para um fundo da IG4, que passará a deter 50,111% do capital votante e 34,323% do capital total da petroquímica

A Novonor detém atualmente 50,1% das ações com direito a voto da Braskem e 38,3% do total de ações, enquanto a Petrobras possui 47% das ações votantes e 36,1% do total de papeis. Após a conclusão da operação, a Novonor permanecerá com 4% da Braskem.

A IG4 acrescentou em outro comunicado que a operação envolve cerca de R$ 20 bilhões em dívida e não causará mudanças operacionais imediatas na Braskem.

Crise na Braskem

A crise da Braskem é multifacetada, envolvendo endividamento pesado (cerca de US$ 8,5 bilhões em 2025), a tragédia ambiental em Maceió (afundamento do solo por mineração de sal-gema, gerando passivos bilionários), baixa demanda no setor petroquímico e um cenário macroeconômico adverso (juros altos, dólar).

O cenário resultou em queda acentuada de suas ações e títulos, risco de recuperação judicial e impacto negativo no mercado de crédito corporativo, com esforços de reestruturação em curso e foco na resolução do passivo de Maceió e na melhora da estrutura de capital.

A empresa vem sendo dilacerada na bolsa de valores diante de um ceticismo cada vez maior entre os investidores e com o risco de recuperação judicial no radar. Em um ano a baixa do papel é de quase 40%.

Fonte: MoneyTimes.
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