Braskem inicia migração de unidade em Camaçari para mercado livre de gás natural

Braskem inicia migração de unidade em Camaçari para mercado livre de gás natural
29 de setembro de 2025

O projeto, que abrange centrais petroquímicas na Bahia, no ABC Paulista e Rio Grande do Sul, amplia eficiência energética e reforça a estratégia de descarbonização

Por Donaldson Gomes

A Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, avança em seu plano de transição energética com a migração de novos parques industriais para o mercado livre de gás natural. A companhia iniciou o processo de migração parcial na regional Bahia, consolidando sua estratégia de construir uma matriz energética mais eficiente, competitiva e de baixo carbono. Além disso, concluiu o processo de migração ao mercado livre de 100% do consumo de suas unidades no Polo Petroquímico do Grande ABC, em São Paulo, e de Triunfo, no Rio Grande do Sul.

A migração é viabilizada por meio da Voqen, comercializadora de energia elétrica e gás natural da Braskem, que já firmou contratos com seis fornecedores e deve atingir 1 milhão de m³/dia comercializados com consumidores livres em outubro de 2025.

“Estamos construindo uma matriz energética moderna e de baixo carbono, alinhada às exigências dos nossos clientes e aos compromissos da Braskem com o desenvolvimento sustentável. É um movimento que conecta competitividade e sustentabilidade, trazendo benefícios para a companhia e para a sociedade. Cada etapa da transição energética é, ao mesmo tempo, uma conquista operacional e uma declaração de futuro”, afirma Gustavo Checcucci, diretor de Energia e Descarbonização Industrial da Braskem.

Na Bahia, a migração da unidade Q1, no Polo Industrial de Camaçari, será gradual: a primeira fase, com 50 mil m³/dia, foi iniciada em 1º de setembro. Já a segunda etapa, de 300 mil m³/dia, ocorrerá em janeiro de 2026. O consumo total da unidade é de 900 mil m³/dia. Já no Rio Grande do Sul, a planta Q2 iniciou sua operação no mercado livre em 1º de agosto de 2025, com consumo de 350 mil m³/dia e estimativa de economia de R$ 2 milhões por mês.

Essas iniciativas se somam à migração concluída no ABC Paulista, que envolveu as plantas Q 3, PE 7 e PP 4, alcançando mais de 700 mil m³/dia no mercado livre. O movimento trouxe ganhos relevantes como redução de penalidades, acesso a gás competitivo e otimização contratual, servindo de base para os novos projetos em outras regiões.

“Essa é mais uma iniciativa que se soma as diversas ações que desenvolvemos para otimizar nossos custos de produção e tornar nossas operações cada vez mais ecoeficientes, condições fundamentais para a indústria neste cenário desafiador”, ressalta Carlos Alfano, diretor Industrial da Braskem na Bahia. Além dos ganhos em eficiência e competitividade, a migração para o mercado livre está diretamente alinhada ao compromisso global da companhia de reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, reforçando sua liderança em inovação e sustentabilidade no setor petroquímico.

“Nossa meta é migrar todas as plantas industriais da Braskem para o mercado livre até o final de 2026, seguindo um roadmap definido junto à nossa liderança. Esse é um passo decisivo para garantir mais flexibilidade, competitividade e sustentabilidade às nossas operações”, conclui Checcucci.

Fonte: Correio 24h.
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