Brasil torna-se o 7º maior produtor de petróleo

Brasil torna-se o 7º maior produtor de petróleo
31 de outubro de 2025

Por Randolpho De Souza

É o que indica o último Relatório Mensal do Mercado de Petróleo (MOMR) da Opep (https://lnkd.in/d9hv4erp), que aponta os principais fatores que impactam o mercado mundial de petróleo, incluindo a demanda e a oferta, bem como o equilíbrio do mercado. Com uma produção de 3,89 milhões de barris de petróleo por dia (bbl/d), o Brasil supera o Irã (3,250 milhões de bbl/d) e o Emirados Árabes Unidos (3,35 milhões de bbl/d).

Uma posição que poucos imaginariam há 40 anos, quando o mundo passou por dois choques do petróleo. Por trás desse reposicionamento geopolítico está, sem dúvida, a descoberta do pré-sal e a produção recorde de campos gigantes como Búzios (maior produtor do país), Tupi (líder absoluto até agosto, somando mais de 3 bilhões de barris de petróleo produzidos em 15 anos) e Mero.

Um fato que não deve ser ignorado mesmo em meio aos debates em torno da transição energética, que deve ser embasada na segurança energética. Até mesmo porque a indústria de petróleo tem e terá protagonismo nesse processo (que não é mera virada de chave).

Graças aos investimentos contínuos em inovação, que vem sendo feitos de forma incisiva pela Petrobras e parceiros no pré-sal, a nossa produção de hidrocarbonetos nessa nova fronteira tem um dos menores índices de emissão de GEE (gases de efeito estufa) por barril de petróleo equivalente (boe) – os índices de Tupi e é quase a metade da média mundial, que é de 18 a 20 kg de CO₂e por boe. Ainda assim, somos o sexto maior emissor de GEE do mundo, de acordo com o Climate Watch (plataforma do World Resources Institute/WRI, por causa de desmatamentos e da atividade agropecuária.

Fonte: Monitor Mercantil.
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