Brasil precisa de regulação mais leve para campos maduros, diz Abpip

Brasil precisa de regulação mais leve para campos maduros, diz Abpip
22 de outubro de 2025

Aurélio Amaral defende regulação flexível para bacias maduras, a fim de assegurar continuidade dos investimentos

RIO — O Brasil precisa de uma regulação “mais moderna e mais leve” para incentivar a recuperação de campos maduros, defendeu nesta terça-feira (21/10) o diretor da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), Aurélio Amaral, durante a abertura/painel da offshore week 2025 no Rio, produzida pelo estúdio eixos, nesta terça-feira (21/10).

Segundo ele, é preciso pensar em regras compatíveis com a realidade das bacias maduras, como a de Campos, para assegurar a continuidade dos investimentos.

Amaral citou a experiência da Noruega como um exemplo bem sucedido de um país que flexibilizou seu marco legal e regulatório para manter a atratividade da produção de óleo e gás no Mar do Norte.

O executivo defendeu uma regulação justamente mais flexível e destacou que o assunto passa pelo regulador e também pelo Legislativo.

“Que o Congresso entenda, não impondo novos custos, mas aliviando a carga tributária esses projetos que já tiveram um primeiro ciclo [de exploração e produção]”, disse o diretor.

Principais pontos tratados por Aurélio Amaral

  • Importância da interlocução com o Congresso Nacional, especialmente para ajustar a legislação e reduzir a carga regulatória.
  • Celebra a “nova fronteira” da Margem Equatorial.
  • Há grande potencial inexplorado na Bacia de Campos, que precisa ser revitalizada.
  • Necessidade de investimentos contínuos e uma regulação mais moderna e eficiente para aproveitar esse potencial.
  • Necessidade de modernizar a regulação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a legislação do setor.
  • Atual legislação não diferencia adequadamente novos investimentos de projetos de revitalização, o que gera burocracia e custos excessivos.
  • Renovações de campos maduros devem ser tratadas de forma diferenciada, com menos exigências e menor carga tributária.
  • Papel histórico e estratégico de Macaé (RJ), que foi e continua sendo um polo de serviços e empregos do setor de óleo e gás.
  • Aumentar o fator de recuperação da Bacia de Campos é essencial para reaquecer a economia local e gerar emprego, renda e desenvolvimento regional.
  • ANP, Congresso e produtores independentes devem atuar conjuntamente para tornar o ambiente regulatório mais eficiente.
Fonte: Eixos.com.
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