Brasil mira Vaca Muerta, mas preço de gás ainda afasta acordo com Argentina

Brasil mira Vaca Muerta, mas preço de gás ainda afasta acordo com Argentina
16 de setembro de 2025

Setor brasileiro vê custo pouco competitivo de gás da Argentina e põe em dúvida avanço das negociações

Por Gustavo Silva

O governo brasileiro acena com boa vontade para importar gás natural argentino, mas a equação tem enfrentado obstáculos sem preço competitivo.

Centradas na exploração da megajazida de Vaca Muerta, na região de Neuquén, na Patagônia, as conversas com a Argentina preveem até 30 milhões de metros cúbicos por dia ao Brasil a partir de 2030. O valor cobrado, no entanto, ainda afasta o setor brasileiro da assinatura de compromissos de longo prazo.

A reserva de Vaca Muerta é uma das maiores do mundo em gás não convencional e representa a aposta argentina para ganhar relevância regional como exportadora de energia e reduzir a dependência histórica das importações de gás da Bolívia. No Rio Pipeline & Logistics, evento do Instituto Brasileiro de Petróleo, o acordo chegou a ser discutido entre representantes brasileiros e argentinos.

Do lado brasileiro, o interesse é reduzir a dependência do gás boliviano, em declínio, e escapar do GNL importado a preços voláteis. O gás argentino também é visto como carta de segurança em crises hídricas, quando o país precisa acionar usinas termelétricas.

O gás chegaria ao Brasil pelo caminho já existente: gasodutos que conectam a Argentina à Bolívia e, de lá, ao sistema brasileiro. Obras para ampliar a capacidade e reverter fluxos já estão em curso, mas ainda enfrentam desafios logísticos e regulatórios.

Fonte: PlatôBR.
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