Brasil foi um dos “vencedores” do choque de petróleo, diz CEO da Shell

Brasil foi um dos “vencedores” do choque de petróleo, diz CEO da Shell
23 de setembro de 2026

Executivo afirma que o país demonstrou “resiliência” para exportar e manter mercado doméstico de energia estável

Por

O CEO global da Shell, Wael Sawan, afirmou que o Brasil está entre os países que saíram fortalecidos do atual choque no mercado de energia. Segundo o executivo, a capacidade de ampliar as exportações de petróleo e de recorrer aos biocombustíveis deu ao país flexibilidade para atender à demanda doméstica e, ao mesmo tempo, contribuir para o abastecimento internacional.

Eu cito o Brasil como um desses exemplos que realmente mostrou o que um país pode fazer em um momento como este”, afirmou Sawan. A declaração foi dada na ROG.e, evento de energia organizado pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), no Rio de Janeiro.

O executivo citou as exportações brasileiras de petróleo como um dos principais fatores de resiliência. Segundo ele, o país conseguiu ampliar a oferta de óleo em um momento de restrição de fluxos internacionais, funcionando como uma fonte confiável de suprimento para o mercado global.

Sawan também destacou a política de biocombustíveis. Disse que os investimentos feitos ao longo de décadas na produção dessas fontes aumentaram a capacidade do Brasil de substituir parte do consumo de combustíveis fósseis e responder com maior flexibilidade a choques externos.

Na avaliação do CEO, essa combinação permite que o país preserve o abastecimento interno sem deixar de atuar como exportador de energia. Ele afirmou que o Brasil dispõe de “opcionalidade e flexibilidade” para responder à crise tanto em benefício do mercado doméstico quanto dos consumidores de outros países.

A avaliação foi feita em uma discussão sobre a resiliência do sistema energético global diante das restrições no estreito de Ormuz. Sawan afirmou que a crise mostrou como países com fontes diversificadas de energia e capacidade de substituir uma fonte por outra conseguem absorver melhor interrupções no suprimento.

Acho que tudo isso significa que o Brasil tem a opcionalidade e a flexibilidade para responder, não apenas para apoiar os brasileiros, mas também para apoiar o resto do mundo na exportação de energia”, disse.

O jornalista viajou ao Rio a convite do IBP.

Fonte: Poder360.
Voltar