A entidade reconhece que a região é marcada por elevada produtividade e custos relativamente baixos quando comparada a outras províncias petrolíferas. No entanto, o Ineep avaliam que a crescente concentração e aceleração da extração no pré-sal indicam uma lógica de curto prazo voltada à maximização de receitas, o que pode enfraquecer sua dimensão estratégica para a segurança energética e o desenvolvimento de longo prazo.
Além disso, o instituto declarou que a expansão da produção sem o fortalecimento da capacidade nacional de refino reforça o perfil primário-exportador do país e mantém a dependência da importação de derivados, especialmente de diesel.
“Dessa forma, os recursos energéticos, e, em particular, o petróleo e o gás, devem ser compreendidos como ativos estratégicos para a soberania energética e o desenvolvimento nacional, não podendo ser tratados apenas como commodities voltadas à geração de resultados financeiros imediatos”, destacou a análise da entidade.
A Economista Chefe da XP investimentos, Mônica Araújo, analisou os mais recentes resultados da Petrobrás, que divulgou seus dados operacionais referentes ao quarto trimestre de 2025, que vieram em linha com a expectativa do mercado, inclusive a leve queda observada no 4T25 sobre o trimestre anterior. A analista disse que não acredita em revisões significativas nas expectativas do resultado financeiro que será divulgado no dia 5 de março. “Houve no último trimestre de 2025 o declínio de campos maduros e paradas para manutenções, o que impactou negativamente a produção que caiu 0,6% no 4T25 sobre o 3T25. Porém, com a entrada de novas unidades produtivas, a queda na produção foi minimizada”, afirmou.
No consolidado do ano, a produção de óleo atingiu 2.396 milhões de barris de óleo equivalente por dia, representando um crescimento de 11,3% sobre a média alcançada em 2024. O desempenho anual refletiu a estratégia da empresa nas novas unidades de produção, melhorias técnicas e operacionais que elevam a produtividade e aumentam a recuperação e monetização das reservas através do aumento da produção. As exportações líquidas tiveram desempenho positivo em todos os períodos, com crescimento de 16,3% no quatro trimestre sobre o terceiro trimestre e 84,8% no comparativo com o quarto trimestre. No ano o crescimento entre exportação e importação mostrou crescimento de 29,5%.
“No Refino, Transporte e Comercialização também observamos queda no volume de produção devido a paradas para manutenção, mas nesse segmento também observamos um volume de venda de derivados 1,8% menor sequencialmente devido a sazonalidade. No acumulado do ano o volume de vendas no mercado interno cresceu 1,6%,” conclui Mônica em sua análise.