A Semil-SP (Secretaria de Meio Ambiente, Logística e Infraestrutura do Estado de São Paulo) lançou um guia prático sobre o Integra Resíduos.

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29 de abril de 2026

País anunciou que deixará associação dos produtores a partir de 1º de maio

Por Rafael Balago

A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) deverá fazer com que o país aumente sua produção de petróleo, mas isso dependerá também da reabertura do Estreito de Ormuz, avalia a consultoria Eurasia.

“A retirada dos Emirados Árabes Unidos dos acordos de produção da Opep permitirá que o país bombeie petróleo livremente”, diz uma análise da consultoria, divulgada após o anúncio de que os Emirados deixarão o bloco, a partir de 1º de maio.

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“Embora os Emirados Árabes Unidos busquem essa liberdade há anos, as atuais condições de mercado — com os altos preços provavelmente persistindo até 2027, devido ao impacto da crise atual — tornam essa medida atraente, já que os Emirados Árabes Unidos estarão bem posicionados para conquistar uma fatia maior do mercado global”, afirma a Eurasia.

“As exportações de petróleo dos Emirados Árabes Unidos aumentarão assim que o Estreito de Ormuz for reaberto. No momento, porém, a produção dos Emirados Árabes Unidos está baixa devido à impossibilidade de exportar pelo estreito  Assim que o tráfego for retomado, no entanto, é provável que os Emirados bombeiem petróleo acima do nível pré-guerra, que era limitado pelos acordos de produção da Opep”, avalia a consultoria.

Os Emirados Árabes Unidos têm uma capacidade de produção de aproximadamente 4,5 milhões de barris por dia (bpd), que, se bombeada à plena capacidade, acrescentaria cerca de 1 milhão de bpd à oferta pré-guerra.

Mudança geopolítica

A Eurasia avalia, ainda, que a saída dos Emirados da Opep é uma vitória dos Estados Unidos, que buscam enfraquecer a entidade para aumentar a produção global de petróleo e, assim, reduzir os preços.

Ao mesmo tempo, ao sair do grupo, os Emirados também se afastarão de Rússia e Irã, que a integram. Além disso, para a Eurasia, o movimento também ajudará a mudar a imagem do país.

“A saída pode ajudar os Emirados Árabes Unidos a se desvencilharem de parte de seu status de ‘petroestado’, permitindo que abracem ainda mais sua identidade como uma economia diversificada, com interesses e ativos além dos combustíveis fósseis”, afirma.

Fonte: exame.
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