Vitória expressiva da Eneva em leilão de energia garante receitas, mas pressionará alavancagem, diz Fitch

Vitória expressiva da Eneva em leilão de energia garante receitas, mas pressionará alavancagem, diz Fitch
20 de abril de 2026

A expressiva vitória que a Eneva obteve no leilão de reserva de capacidade traz um importante reforço ao perfil de negócios da companhia no médio prazo, embora o ciclo de investimentos mais robusto deva manter os índices de endividamento, diz a Fitch Ratings.

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Os analistas Wellington Senter e Lucas Rios escrevem que a relação entre a dívida líquida e o Ebitda da companhia deve se aproximar de 4 vezes em 2026, patamar que supera a sensibilidade de 3,5 vezes estabelecida para a manutenção da nota “AAA(bra)”, devendo permanecer nesse nível até 2028.

Apesar da pressão momentânea, a agência decidiu manter a nota inalterada, considerando que, quando os projetos estiverem em plena operação, a receita fixa anualizada da companhia deve saltar de R$ 7,5 bilhões para R$ 19,2 bilhões, reduzindo as incertezas sobre o vencimento de contratos antigos.

Esse plano de expansão, que elevará a capacidade instalada da empresa em 51%, exigirá investimentos estimados em R$ 18,2 bilhões, com concentração prevista para os anos de 2028 e 2029, um acréscimo de R$ 8,2 bilhões em investimentos frente ao cenário-base anterior.

A desalavancagem financeira da Eneva só deve ocorrer de forma mais acentuada após a entrada em operação comercial dos novos hubs, entre o final de 2028 e meados de 2031, sendo que os três novos projetos têm potencial para adicionar cerca de R$ 6,5 bilhões ao Ebitda fixo da companhia.

A companhia mantém uma liquidez adequada e um cronograma de dívida alongado, contando com R$ 2,6 bilhões em caixa ao fim de 2025, montante reforçado por uma captação de R$ 2 bilhões via debêntures no início de 2026, o que garante fôlego financeiro nesta nova fase de crescimento.

Fonte: Valor Econômico.
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