Venda da Origem Energia avança com quatro interessados

Venda da Origem Energia avança com quatro interessados
28 de agosto de 2026

Eneva e New Fortress Energy estão entre os investidores que fizeram oferta na primeira fase

Por Silvia Rosa

Avançaram para a segunda fase de negociações de aquisição da Origem Energia, controlada pela Prisma, quatro proponentes, apurou o Pipeline. A operação, que pode incluir a totalidade da empresa, é avaliada entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões, como revelou a coluna em julho. A venda só deve ser concluída após as eleições.

Agora começam as tratativas para chegar à oferta vinculante. Na primeira fase, um número mais amplo de interessados avaliou o negócio, mas nem todos seguem. A Âmbar, por exemplo, controlada pelos irmãos Batista, olhou o negócio – mas resolveu não fazer proposta.

Já a Eneva apresentou oferta, mas discutia se seguiria ou não no processo competitivo, segundo fontes. Fundos e estrangeiros, como a americana New Fortress Energy, estão engajados.

A Origem atua na exploração, estocagem e distribuição de gás liquefeito (LNG), além de geração de energia de energia via usinas termelétricas, com operações nos estados da Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Em Alagoas, a empresa tem a operação de escoamento conectada à malha da Transportadora Associada de Gás (TAG) e conta com um terminal de exportação em Maceió.

A empresa é hoje a quarta maior produtora de gás natural do Brasil, com uma produção média diária de gás de 1,45 mil metros cúbicos por dia e de 12,3 mil barris de óleo equivalente no primeiro trimestre.

A Origem venceu projetos no leilão de reserva de capacidade (LRCap) e vai construir sete usinas com capacidade de 371 MW na região metropolitana de Maceió, que serão abastecidas com produção própria de gás. Considerando a energia já contrata para 2029, quando as sete usinas devem estar em operação, a companhia deve atingir US$ 500 milhões a US$ 600 milhões de Ebitda. Em 2025, a Origem entregou receita líquida de R$ 1,8 bilhão.

O investimento previsto para a construção dessas usinas é de R$ 2 bilhões, que devem gerar um Ebitda anual estimado de US$ 180 milhões quando concluído o investimento. Já na parte de estocagem, o investimento previsto é de US$ 100 milhões nos próximos três anos, para alcançar uma capacidade de um bilhão de metro cúbico dia de armazenagem.

Procuradas, Eneva e Origem não comentaram o assunto; Âmbar disse que não participa do processo.

 

Fonte: Pipeline.
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