Transição energética segura avança com investimentos em novos sistemas de armazenamento no Brasil, diz Powersafe

Transição energética segura avança com investimentos em novos sistemas de armazenamento no Brasil, diz Powersafe
30 de junho de 2025

Com crescimento da geração renovável e maior demanda por baterias, empresa prevê aumento da representatividade desse segmento em seu faturamento de 3% para 20% até 2026

Com o crescimento exponencial das fontes renováveis no Brasil, como solar e eólica, e a necessidade de elevar a segurança e confiabilidade do sistema elétrico nacional, as tecnologias de armazenamento energético entraram de vez no radar do setor privado para novos investimentos verdes na transição energética.

Essa é a grande aposta da Powersafe, fabricante brasileira de baterias e sistemas de energia, que passou a atuar no setor de renováveis em 2024 e já prevê o aumento da representatividade desse segmento em seu faturamento de 3% para 20% até 2026. A empresa possui mais de 20 anos de experiência no setor de armazenamento de energia, destacando-se como uma das maiores indústrias e distribuidoras de baterias para aplicações especiais na América do Sul, incluindo data centers, hospitais e centros de saúde, sistema bancário, telecomunicações e segurança patrimonial, entre outros.

No setor de renováveis, a Powersafe tem investido pesado em inovação, expansão da capacidade produtiva, pesquisa e desenvolvimento, infraestrutura de testes e certificação, capacitação e treinamento de mercado, além de parcerias estratégicas. A estratégia é abocanhar parte dos investimentos previstos com sistemas de armazenamento energético para esse mercado, com um portfólio de mais de 400 produtos desenvolvidos. A estimativa da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE) é de que esse segmento movimente mais de 44 bilhões de reais em investimentos até 2030 no País.

Segundo André Ribeiro, gerente operacional da Powersafe, o crescimento das fontes como solar e eólica, que são naturalmente variáveis, exige um sistema capaz de promover compensações e otimizar a transmissão e distribuição da energia gerada. “O avanço tecnológico já permite a integração eficiente de baterias a sistemas de geração, equilibrando oferta e demanda, reduzindo perdas operacionais e ampliando a autonomia das redes”, explica.

“Armazenar energia é garantir que ela esteja disponível quando for mais necessária, com menos desperdício e maior previsibilidade. A mudança de paradigma é evidente: armazenamento já não é mais considerado um adendo aos sistemas de geração, transmissão e distribuição, mas uma tecnologia com lógica própria, que exige planejamento específico, infraestrutura dedicada e visão estratégica”, acrescenta Ribeiro.

De acordo com o executivo, grandes empresas do setor produtivo já incorporam baterias em seus projetos, otimizando operações e se preparando para um futuro energético mais resiliente. “O Brasil, com sua vasta capacidade de geração renovável e um mercado energético em expansão, tem potencial para liderar essa nova etapa global, desde que aproveite as oportunidades criadas pelos sistemas de armazenamento”, pontua.

Fonte: DCD.
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