Silveira promete portaria do leilão de baterias em 15 dias e sinaliza conteúdo local

Silveira promete portaria do leilão de baterias em 15 dias e sinaliza conteúdo local
26 de maio de 2026

Governo discute o quanto é possível exigir de conteúdo local sem inviabilizar o certame

Por Lorena Marcelino

O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira (PSD), disse nesta sexta-feira (22/5) que a portaria do leilão de baterias será publicada em até 15 dias. A divulgação das regras para o certame é cobrada há meses pelo mercado, que espera a realização ainda em 2026.

“Dentro de 15 dias nós vamos publicar a portaria do leilão, vamos fazer um leilão esse ano, o leilão de bateria. Quando fizemos o cálculo para o LRCAP, nós já separamos um montante substancial para que a gente faça o primeiro leilão de bateria”, afirmou durante participação no Fórum Esfera, no Guarujá (SP).

“O leilão de bateria não foi feito antes do LRCAP por uma questão muito óbvia: o leilão de bateria no mundo inteiro só deu certo com subsídio governamental, e nós não demos esse subsídio no Brasil. Portanto precisou ter um debate muito profundo para que a gente possa agora lançar o leilão”, completou.

Segundo o ministro, o governo discute, ainda, o quanto é possível colocar de exigência de conteúdo local sem inviabilizar o certame.

A portaria é o documento que falta para elaboração do edital do certame. O leilão estava, inicialmente, previsto para abril.

A demanda por sistemas de armazenamento em baterias (BESS) despontou com o crescimento da utilização de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.

Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035), o sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 gigawatts (GW) de baterias até 2035.

A realização do certame tem sido cobrada pelo setor elétrico. Em nota técnica divulgada na semana passada, a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) afirma que o BESS já tem maturidade operacional e participação em mecanismos competitivos de contratação de capacidade.

“Não há fundamento técnico para excluir ou postergar a participação do armazenamento em mecanismos de reserva de capacidade ou para dizer que BESS ainda é uma tecnologia experimental e que é uma aposta”, disse a associação.

Em webinar realizado na última quarta-feira (20/5), a entidade defendeu também que o sistema poderá gerar economia superior a R$ 3 bilhões por ano para o sistema elétrico ao substituir o acionamento de usinas térmicas fósseis.

Durante o evento, executivos defenderam que o BESS é consolidado e que o armazenamento é “indispensável”.

“Vários estudos chegaram à mesma conclusão de que o BESS é a solução de menor custo global. No entanto, o nosso mercado ainda engatinha. Precisamos que o Brasil avance na implantação de políticas públicas adequadas”, cobrou o presidente da Absae, Markus Vlasits.

Fonte: Eixos.com.
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