O Brasil reúne condições para se consolidar como um dos principais protagonistas globais no mercado de minerais críticos e estratégicos. Reservas minerais expressivas, oferta de energia e capacidade de atrair investimentos colocam o país em posição privilegiada para atender à crescente demanda mundial por insumos essenciais à transição energética e às novas tecnologias.
Essa avaliação foi compartilhada por especialistas e representantes do governo durante o painel “Segurança Mineral e o Papel Estratégico do Brasil”, realizado nesta terça-feira (9), no Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em Brasília (DF). O evento prossegue até quarta-feira (10).
Moderado pelo diretor-presidente do IBRAM, Pablo Cesário, o debate contou com a participação do diretor-executivo para as Américas da Eurasia Group, Christopher Garman, e do secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Maurício Carvalho Lyrio.
Para Maurício Lyrio, o diferencial brasileiro vai além da expressiva disponibilidade de recursos minerais. Fatores como a oferta de energia, a tradição diplomática de autonomia e o potencial para agregar valor à produção fortalecem o papel do país em um cenário global cada vez mais competitivo.
“O Brasil tem condições muito especiais para se destacar no mercado global de minerais críticos. Além das reservas minerais, o país conta com disponibilidade de energia, autonomia diplomática e capacidade de desenvolver políticas que ampliem a agregação de valor à produção. Trata-se de uma oportunidade estratégica para fortalecer o desenvolvimento nacional e a posição brasileira no cenário internacional”, afirmou.
A avaliação é reforçada, segundo Christopher Garman, pelo atual contexto internacional, marcado por uma profunda reconfiguração geopolítica e pela crescente disputa por recursos considerados estratégicos para a economia e a segurança global.
“Vivemos um momento de profunda transformação geopolítica, e o Brasil está particularmente bem posicionado nesse novo cenário. A combinação de minerais críticos, energia, produção de alimentos e capacidade de atrair investimentos faz com que o interesse global pelo país esteja crescendo de forma significativa”, destacou o diretor-executivo para as Américas da Eurasia Group.
Na visão de Pablo Cesário, o Brasil tem condições de exercer um papel mais ativo na definição dos rumos globais dos minerais críticos: “O Brasil fala de igual para igual com americanos, chineses e europeus, mas também compreende a necessidade de gerar riqueza e desenvolvimento para a sua população. Por isso, temos condições não apenas de participar desse debate, mas de ajudar a construir os termos de um novo arranjo global para os minerais críticos”, afirmou.
O Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026 conta com o patrocínio das empresas BHP e Vale Base Metals (categoria Master), Norsk Hydro e Lundin Mining (categoria Diamante), além de Borborema Recursos Estratégicos e Taboca S.A. (categoria Prata).
O evento também conta com o apoio institucional de importantes entidades públicas e privadas, entre elas a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (ABIAPE), Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia), Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Associação Brasileira de Engenheiros de Mineração (ABREMI), Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Agência Nacional de Mineração (ANM), Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo), Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Associação Brasileira de Geossintéticos (IGS Brasil), Mining Hub, Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral), Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcário do Espírito Santo (Sindirochas) e Women in Mining Brasil (WIM Brasil).
A iniciativa conta ainda com o apoio editorial de veículos especializados e de alcance nacional, entre eles Brasil Mineral, BNews, Cidades e Minerais, Conexão Mineral, EaeMáquinas, In The Mine, Mineração e Sustentabilidade, Minérios & Minerales, Notícias de Mineração, Podcast da Mineração, Por Dentro de Minas, Radar Mineração, Revista Amazônia, Revista Areia & Brita, Revista M&T, Revista Novo Solo, 2A+ Mineração e ClimaTempo.