Parada Geral da Suzano em Ribas do Rio Pardo (MS) mobilizará mais de 3,3 mil profissionais

Parada Geral da Suzano em Ribas do Rio Pardo (MS) mobilizará mais de 3,3 mil profissionais
16 de março de 2026

Manutenção programada na maior fábrica de celulose em linha única do mundo ocorrerá entre 22 de março e 1º de abril e deve movimentar a economia local

A Suzano realizará a Parada Geral de sua unidade em Ribas do Rio Pardo (MS) entre 22 de março e 1º de abril de 2026, mobilizando mais de 3,3 mil profissionais e 72 empresas prestadoras de serviços envolvidos em atividades de manutenção industrial e serviços de engenharia.

A mobilização deve ampliar temporariamente a circulação de trabalhadores e fornecedores no município, com reflexos em setores como hotelaria, alimentação e comércio local.

Do total de profissionais envolvidos, mais de 2,1 mil atuarão diretamente nas atividades de manutenção industrial da fábrica, com a participação de 58 empresas especializadas. Paralelamente, cerca de 1,2 mil pessoas trabalharão em frentes de engenharia, com a atuação de 14 empresas contratadas para serviços técnicos específicos.

De acordo com Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da Suzano em Ribas do Rio Pardo, a Parada Geral é um momento estratégico para assegurar a continuidade das operações.

“A Parada Geral é um período planejado de manutenção que permite revisar equipamentos, realizar melhorias e preparar a unidade para um novo ciclo de operação com segurança e eficiência. Ao mesmo tempo, é um momento que mobiliza profissionais e empresas que fazem parte do desenvolvimento da região. Nosso trabalho começa no cultivo das árvores e, com tecnologia e inovação, transforma o que vem da natureza em produtos cada vez mais sustentáveis, em um processo que envolve pessoas, conhecimento técnico e parcerias que contribuem para o crescimento do território”, afirma.

Durante a parada, empresas prestadoras de serviços envolvidas nas atividades de manutenção e engenharia costumam contratar trabalhadores da própria cidade, movimentando diversos setores que dão suporte à operação, como transporte, alimentação e comércio. Além disso, a presença de profissionais vindos de outras regiões tende a ampliar temporariamente a demanda por hospedagem e serviços, contribuindo para aquecer a economia local.

Além da mobilização de mão de obra especializada, a operação também envolve fornecedores responsáveis por atividades técnicas, logísticas e de apoio. Entre as empresas participantes, diversas atuam na região, ampliando o impacto da Parada Geral na cadeia produtiva local.

Esta será a segunda Parada Geral realizada na unidade. A primeira ocorreu em fevereiro de 2025, cerca de seis meses após o início das operações da fábrica.

MANUTENÇÃO PROGRAMADA

A Parada Geral é uma manutenção periódica prevista em lei, conforme determina a Norma Regulamentadora nº 13, e permite a realização de inspeções detalhadas em equipamentos e sistemas da unidade industrial. Durante esse período, são realizadas vistorias técnicas, manutenções preventivas e corretivas, além da substituição de componentes essenciais para o funcionamento seguro da planta.

O objetivo é preparar a unidade para um novo ciclo operacional, que pode durar entre 12 e 18 meses. Devido à complexidade da operação, o planejamento da Parada Geral começa meses antes e envolve protocolos rigorosos de segurança, além da integração entre equipes próprias e profissionais de empresas contratadas.

“A Parada Geral é também um momento importante para incorporar melhorias tecnológicas, revisar processos e garantir que a unidade continue operando com alto nível de eficiência e responsabilidade ambiental. Esse trabalho permite que a fábrica mantenha um desempenho produtivo elevado, ao mesmo tempo em que fortalece práticas sustentáveis e gera oportunidades para profissionais e empresas que fazem parte do desenvolvimento da região”, complementa Leonardo.

EFICIÊNCIA DA UNIDADE

Inaugurada em 21 de julho de 2024, a unidade de Ribas do Rio Pardo é considerada a maior fábrica de celulose em linha única do mundo. Projetada para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano, a planta concluiu sua fase inicial de estabilização em pouco mais de cinco meses.

Em menos de seis meses, a unidade alcançou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas e, pouco depois, chegou a 2 milhões de toneladas, ambos os marcos registrados em tempo reduzido para o setor.

Ao longo de 2025, primeiro ano completo de operação, a fábrica produziu 2,58 milhões de toneladas, superando a capacidade originalmente projetada. A maior parte dessa produção é destinada ao mercado internacional e escoada por meio de transporte rodoviário e ferroviário até os terminais portuários de Santos.

Fonte: Portal Celulose.
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