A Suzano realizará a Parada Geral de sua unidade em Ribas do Rio Pardo (MS) entre 22 de março e 1º de abril de 2026, mobilizando mais de 3,3 mil profissionais e 72 empresas prestadoras de serviços envolvidos em atividades de manutenção industrial e serviços de engenharia.
A mobilização deve ampliar temporariamente a circulação de trabalhadores e fornecedores no município, com reflexos em setores como hotelaria, alimentação e comércio local.
Do total de profissionais envolvidos, mais de 2,1 mil atuarão diretamente nas atividades de manutenção industrial da fábrica, com a participação de 58 empresas especializadas. Paralelamente, cerca de 1,2 mil pessoas trabalharão em frentes de engenharia, com a atuação de 14 empresas contratadas para serviços técnicos específicos.
De acordo com Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da Suzano em Ribas do Rio Pardo, a Parada Geral é um momento estratégico para assegurar a continuidade das operações.
“A Parada Geral é um período planejado de manutenção que permite revisar equipamentos, realizar melhorias e preparar a unidade para um novo ciclo de operação com segurança e eficiência. Ao mesmo tempo, é um momento que mobiliza profissionais e empresas que fazem parte do desenvolvimento da região. Nosso trabalho começa no cultivo das árvores e, com tecnologia e inovação, transforma o que vem da natureza em produtos cada vez mais sustentáveis, em um processo que envolve pessoas, conhecimento técnico e parcerias que contribuem para o crescimento do território”, afirma.
Durante a parada, empresas prestadoras de serviços envolvidas nas atividades de manutenção e engenharia costumam contratar trabalhadores da própria cidade, movimentando diversos setores que dão suporte à operação, como transporte, alimentação e comércio. Além disso, a presença de profissionais vindos de outras regiões tende a ampliar temporariamente a demanda por hospedagem e serviços, contribuindo para aquecer a economia local.
Além da mobilização de mão de obra especializada, a operação também envolve fornecedores responsáveis por atividades técnicas, logísticas e de apoio. Entre as empresas participantes, diversas atuam na região, ampliando o impacto da Parada Geral na cadeia produtiva local.
Esta será a segunda Parada Geral realizada na unidade. A primeira ocorreu em fevereiro de 2025, cerca de seis meses após o início das operações da fábrica.
MANUTENÇÃO PROGRAMADA
A Parada Geral é uma manutenção periódica prevista em lei, conforme determina a Norma Regulamentadora nº 13, e permite a realização de inspeções detalhadas em equipamentos e sistemas da unidade industrial. Durante esse período, são realizadas vistorias técnicas, manutenções preventivas e corretivas, além da substituição de componentes essenciais para o funcionamento seguro da planta.
O objetivo é preparar a unidade para um novo ciclo operacional, que pode durar entre 12 e 18 meses. Devido à complexidade da operação, o planejamento da Parada Geral começa meses antes e envolve protocolos rigorosos de segurança, além da integração entre equipes próprias e profissionais de empresas contratadas.
“A Parada Geral é também um momento importante para incorporar melhorias tecnológicas, revisar processos e garantir que a unidade continue operando com alto nível de eficiência e responsabilidade ambiental. Esse trabalho permite que a fábrica mantenha um desempenho produtivo elevado, ao mesmo tempo em que fortalece práticas sustentáveis e gera oportunidades para profissionais e empresas que fazem parte do desenvolvimento da região”, complementa Leonardo.
EFICIÊNCIA DA UNIDADE
Inaugurada em 21 de julho de 2024, a unidade de Ribas do Rio Pardo é considerada a maior fábrica de celulose em linha única do mundo. Projetada para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano, a planta concluiu sua fase inicial de estabilização em pouco mais de cinco meses.
Em menos de seis meses, a unidade alcançou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas e, pouco depois, chegou a 2 milhões de toneladas, ambos os marcos registrados em tempo reduzido para o setor.
Ao longo de 2025, primeiro ano completo de operação, a fábrica produziu 2,58 milhões de toneladas, superando a capacidade originalmente projetada. A maior parte dessa produção é destinada ao mercado internacional e escoada por meio de transporte rodoviário e ferroviário até os terminais portuários de Santos.