Por Gabriela Ruddy
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NESTA EDIÇÃO. PDE 2035 indica expansão de termelétricas e MMGD. Aneel indica atuação insatisfatória da Enel durante apagão em SP. Petrobras fecha contrato com Cerbras no mercado livre de gás no Ceará. EUA indicam que vão investir em processamento de minerais críticos dentro do Brasil.
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O Brasil vai precisar ampliar a contratação de geração de energia flexível ao longo da próxima década ao mesmo tempo em que vai ter uma forte ampliação da geração de energia distribuída, apontou o Plano Decenal de Energia (PDE) 2035, colocado em consulta pública pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na quinta-feira (12/2).
Segundo as estimativas, o país vai precisar de uma expansão da ordem de 19 GW de termelétricas flexíveis até 2035.
A indicação ocorre justamente no momento em que o governo vem tentando tirar do papel a contratação de termelétricas flexíveis, por meio dos leilões de reserva de capacidade (LRCAPs). No entanto, tem enfrentado desafios em série.
Cabe ressaltar que os valores indicados no PDE não necessariamente indicam o quanto será efetivamente contratado no leilão.
A necessidade cada vez maior de térmicas inflexíveis no sistema elétrico brasileiro ocorre em paralelo à expansão da micro e mini geração distribuída (MMGD), modelo no qual o consumidor gera a própria energia, geralmente por meio de painéis fotovoltaicos.
Em relação aos fósseis, o PDE projeta que o pico de produção de petróleo no Brasil vai ocorrer em 2032.
Já para os combustíveis renováveis, indica que o mercado de etanol pode chegar a 50 bilhões de litros e o de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês) a 2,8 bilhões de litros.Além do PDE 2035, também foi colocado em consulta pública o plano de prazo mais longo, o Plano Nacional de Energia (PNE) 2055.
Expansão renovável. A matriz elétrica brasileira cresceu 543 MW em janeiro, impulsionada por usinas solares, segundo a Aneel.
Apagão em SP. Relatório técnico da Aneel concluiu que foi “insatisfatória” a atuação da concessionária Enel durante o apagão que deixou 4,4 milhões de imóveis da Grande São Paulo no escuro em dezembro de 2025.
Sinais trocados. A Brasscom, associação dos data centers, está buscando desoneração de ICMS nos estados em uma estratégia para amenizar os efeitos da recente elevação das alíquotas federais sobre importação para bens de capital e bens de informática e telecomunicação.
Mercado livre de gás. A ceramista Cerbras fechou um contrato com a Petrobras para suprimento de gás natural no mercado livre a partir de março. A Cerbras foi a primeira indústria a receber autorização para migrar para o mercado livre no Ceará e é a maior consumidora não-termelétrica de gás do estado.Braskem. A Petrobras optou por não exercer do direito de preferência de compra das ações da Braskem detidas pela Novonor (ex-Odebrecht). Segundo comunicado divulgado na quinta-feira (12/2), o conselho de administração da estatal votou por não exercer os direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas vigente da empresa petroquímica.Preço do barril. O petróleo fechou em queda de quase 3% na quinta (12), em sessão fortemente influenciada pelas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. As perspectivas de um acordo entre as duas nações reduziram os prêmios de risco da commodity.
Parceria em terras raras. O aceno do governo dos EUA em prol de investir em processamento de minerais críticos dentro do Brasil foi visto de forma positiva pelo governo Lula.
EUA recuam em leis climáticas. Na medida mais agressiva para reverter as leis climáticas nos EUA até o momento, Donald Trump, revogou uma conclusão científica que dá base para diversas regulamentações americanas relacionadas às emissões de gases do efeito estufa.
Enquanto isso, no Brasil. A construção nacional de um mapa do caminho para a transição para longe de combustíveis fósseis no Brasil deve levar alguns anos, além de considerar políticas energéticas já em andamento, indicaram na quinta (12/2) fontes do governo ligadas ao tema. Saiba mais na diálogos da transição.
Opinião: O setor do hidrogênio verde é marcado por um alto volume de anúncios, mas um baixo número de projetos que efetivamente alcançaram a fase de execução, escrevem, Jean Paul Prates e Darlan Santos, respectivamente, o chairman e o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).