Por Gabriela Ruddy
NESTA EDIÇÃO. PDE 2036 expõe o desafio da Petrobras para alcançar a autossuficiência em diesel; busca por segurança no abastecimento de combustíveis também ganha força na Europa, em meio às tensões geopolíticas.
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O Caderno de Refino e Infraestrutura de Abastecimento do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036, publicado na terça (3/11) pela Empresa de Pesquisa Energética, indica parte do tamanho do desafio que a Petrobras terá pela frente para conseguir incluir no plano de negócios 2027-2031 a meta de autossuficiência em diesel, prometida pela presidente da estatal, Magda Chambriard, nos últimos meses.
Vale ressaltar que o horizonte do PDE vai até 2036, mas o diretor de Processos Industriais, William França, indicou que a estatal se prepara para a autossuficiência no produto até 2030.
Uma questão que pesa é o nível de utilização dos ativos. A EPE trabalha com fator de utilização de 86% em 2026 (janeiro a maio) e de cerca de 90% a partir de 2033.
O plano de negócios da Petrobras, que está em elaboração, indicará quanto da meta de autossuficiência em diesel se traduz em novos investimentos, projetos e prazos. A expectativa é de divulgação entre o final de novembro e o começo de dezembro.
Logística também é desafio. O PDE alerta que trechos dos oleodutos Opasc, Osbra e Osplan I podem atingir ou se aproximar do limite de capacidade até 2036.
Outros derivados. Entretanto, o PDE já indica que a dependência externa cai em quase todos os demais produtos refinados ao longo da próxima década
Não é só no Brasil. O tema da redução da dependência das importações de combustíveis está retornando com força em todo o mundo, dado o aumento da busca por segurança energética em meio aos conflitos geopolíticos.
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