A TAESA, um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil, anuncia a energização do Projeto Saíra, marco inédito para o setor elétrico brasileiro com capacidade total de transmissão de 2,2 GW. A iniciativa representa o primeiro retrofit no país de uma instalação de transmissão de energia de alta tensão em corrente contínua (High Voltage Direct Current – HVDC), consolidando a tecnologia de ponta no maior sistema back-to-back do mundo, fundamental para a troca de energia elétrica entre Brasil e Argentina.
Com esta última etapa de energização, Saíra foi entregue com cerca de 20 meses de antecipação em relação ao prazo regulatório estipulado de março de 2028, estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A modernização do empreendimento, situado no Rio Grande do Sul e Paraná, corresponde a um investimento de R$ 1,17 bilhão e envolveu a substituição de antigos sistemas por plataformas digitais avançadas, como a tecnologia MACH, voltada ao controle e proteção de sistemas de transmissão HVDC.
Essa atualização garante maior precisão na administração do fluxo de potência entre os dois países, elevando a confiabilidade operacional de um ativo estratégico para o Brasil.
“A renovação de Saíra representou um desafio técnico e operacional de alta complexidade, executado de maneira excepcional pelas equipes envolvidas no projeto. Integrar equipamentos de controle de última geração a um sistema em operação há duas décadas exigiu precisão, coordenação binacional e um planejamento rigoroso. Este retrofit não apenas moderniza uma peça-chave do nosso sistema, mas posiciona a TAESA na vanguarda da tecnologia HVDC global, pronta para novos projetos desta envergadura“, destaca Rinaldo Pecchio, Diretor-presidente da TAESA.
A atualização do projeto incluiu a instalação de mais de 6 mil placas eletrônicas modulares e a criação de uma réplica funcional para simulações em tempo real pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), refletindo o compromisso da companhia com a segurança e a eficiência energética. A estrutura do projeto é composta por 743 km de linhas de transmissão de 500 kV, mais de 1.500 torres e três subestações – Garabi I, Garabi II e a conversora back-to-back SE Garabi -, o que evidencia sua importância estratégica, especialmente em períodos críticos de inverno e transição climática, quando o intercâmbio de energia é crucial para o suprimento do Brasil e da Argentina.
Até então, a Receita Anual Permitida habilitada referente à parte já energizada era de R$ R$ 171,7 milhões (referente ao ciclo 2026-2027). Com a energização de Garabi II, foram adicionados R$ 24,2 milhões à RAP de Saíra para o mesmo ciclo, com efeitos retroativos a 7 de agosto de 2026. O montante total passa a ser de R$ R$ 195,9 milhões, o que corresponde a 97,5% da RAP total da concessão. Em um comunicado a empresa diz que “O Projeto Saíra reitera a capacidade de execução da TAESA e a expertise adquirida amplia as competências da companhia para futuros empreendimentos em corrente contínua, preparando o Brasil para os novos desafios da transmissão de energia em larga escala.”