Por André Ramalho
NESTA EDIÇÃO. Nordeste desponta como destino favorito de desenvolvedores de projetos para leilões de baterias de dezembro;
Deputados do PL apresentam projetos para suspender E32;
Preço do barril tem queda expressiva; Trump em rota de colisão com ExxonMobil e Chevron;
Indústria de data centers muda estratégia diante do esvaziamento do Redata;
Shell liquida negócio de renováveis na Europa.
Mais de 6 mil projetos foram cadastrados para os leilões de baterias de dezembro, informou nesta segunda (3/8) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). E o Nordeste desponta como o destino favorito dos desenvolvedores de sistemas de armazenamento de energia em bateria (BESS).Dos 296,8 GW de potência cadastrados para os certames:
A contratação dos sistemas de baterias ocorrerá por meio de dois leilões:
Parte dos projetos (245 GW) participa de ambos os leilões. E a tendência é que nem todos esses projetos estarão, ao fim, aptos a participar dos certames, já que ainda passarão por habilitação técnica da EPE.O número de projetos representa um recorde de participação para leilões do setor elétrico brasileiro.
Os próximos passos: Os editais estão, até 14 de setembro, em consulta pública pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na sequência, a nota técnica com a capacidade de escoamento disponível para os certames está prevista para 28/9; e a habilitação técnica deverá ser concluída em 17/11.E quem vai bancar? E no meio dos preparativos para os leilões de BESS, a divisão dos custos do armazenamento em baterias chegou ao Congresso:
A mudança atende tanto geradores como empresas interessadas no leilão de baterias. A Absae critica o rateio de custos do armazenamento somente pelas geradoras e classifica a regra como “excepcional” e “anti-isonômica”.Para ficar de olho. Encerrado oficialmente o recesso parlamentar, o Congresso começa a retomar as atividades – o primeiro esforço concentrado previsto para ocorrer no período eleitoral, no entanto, deve ficar para semana que vem.
Deputados contra E32. O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro à gasolina passou a valer no sábado (1º/8), mas não sem reação por parte do Congresso. Deputados do PL apresentaram projetos para suspender a medida aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Nos postos, os preços médios do etanol hidratado caíram em 18 estados, subiram em cinco e no DF e ficaram estáveis em outros três estados na semana passada. Nas revendas pesquisadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em todo o país, o preço médio do etanol caiu 0,5% na semana, de R$ 4,02 para R$ 4,00 o litro.Preço do barril. O Brent caiu 4,73%, a US$ 83,77 o barril, na segunda (3/8), após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar ter cancelado um ataque planejado contra a infraestrutura energética do Irã. O avanço das negociações de paz, no entanto, continua incerto.
Mais gás na Colômbia. A Petrobras anunciou mais uma descoberta de gás natural em um poço em águas profundas do país vizinho.Diante do esvaziamento do Redata, a indústria de data centers decidiu mudar de estratégia. Em vez de concentrar esforços na retomada do regime especial de incentivos fiscais, o setor passou a buscar alternativas nos estados para manter a competitividade do Brasil na disputa global por investimentos bilionários em infraestrutura digital.Licenciamento ambiental no STF. A agenda ambiental chega ao Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto, com uma sequência de julgamentos que pode redefinir os limites entre proteção do meio ambiente e expansão produtiva e de grandes empreendimentos.
Caducidade da Enel SP. A área técnica da Aneel descartou eventual necessidade de “prova pericial adicional” antes da votação do processo que pode levar à recomendação de caducidade do contrato da Enel São Paulo.
Shell liquida renováveis. A petroleira anunciou a venda de todo o seu negócio de energias renováveis onshore na Europa para a TotalEnergies. O movimento reforça a estratégia do grupo britânico de reorientar seus negócios para o gás natural e GNL integrados e, assim, reduzir a exposição direta às renováveis.
Profissionais para a transição. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, na segunda (3/8), um estudo com 16 perfis profissionais que devem ganhar relevância até 2035 devido ao alinhamento com as demandas da transição energética.
Acordo Mercosul-UE. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu consulta pública para subsidiar a elaboração de uma lista de produtos sustentáveis do Mercosul. As contribuições podem ser enviadas até 2 de setembro. O objetivo é indicar produtos que ajudam a conservar e recuperar florestas e outros ecossistemas vulneráveis.