Na corrida dos data centers, inquilinos assumem mais riscos

Na corrida dos data centers, inquilinos assumem mais riscos
14 de janeiro de 2026

Agência Moody’s estima que mercado global vai movimentar US$ 3 tri em cinco anos

A pressa virou um fator de risco e, ao mesmo tempo, uma moeda de troca no mercado global de data centers. Segundo a agência Moody’s, como a demanda elevada por esses espaços na corrida da inteligência artificial, alguns grandes inquilinos passaram a assumir riscos que tradicionalmente ficavam com os desenvolvedores, como incertezas na entrega de energia e de serviços públicos essenciais, para acelerar a entrada em operação das novas instalações.

A Moody’s estima que o consumo global de eletricidade dos data centers chegue a 600 TWh em 2026, um salto de 20% em relação a 2024, impulsionado principalmente por IA e computação em nuvem. A maior parte dessa capacidade já nasce pré-alugada para hiperescaladores, o que reduz o risco de vacância, mas aumenta a concentração de crédito em poucas contrapartes.

Outro detalhe é que, apesar do discurso de inovação, o gargalo está em algo bastante concreto: energia e GPUs. A oposição regulatória em algumas regiões, motivada pelo consumo de eletricidade e água, convive com a busca por novas estruturas legais para atrair data centers de IA. Ao mesmo tempo, o custo elevado das GPUs está empurrando desenvolvedores e usuários a buscar fontes alternativas de financiamento, mostrando que, na prática, o crescimento da IA depende tanto de capital intensivo quanto de silício e megawatts.

A estimativa da agência é que o mercado de data centers movimente US$ 3 trilhões em investimento no mundo todo nos próximos cinco anos.

Fonte: Pipeline Valor.
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