O Ministério de Minas e Energia apresentou nesta semana a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026, que reúne e organiza as principais ações preventivas interinstitucionais para garantir o suprimento de energia no país neste ano. No primeiro trimestre, as ações estão focadas nos Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026) para usinas existentes e novas, além da definição de diretrizes para a antecipação de empreendimentos do certame. No campo hídrico e ambiental, o foco está na elaboração de um plano de ação para as reduções de vazão mínima na bacia do Paraná e na manutenção do hidrograma vigente da UHE Belo Monte. A pasta pretende ainda definir as diretrizes para exportação de excedentes energéticos.
No segundo trimestre, o planejamento volta-se para a flexibilidade do sistema e o monitoramento da demanda. Inclui a realização de leilões de reserva de capacidade especificamente para baterias e a prorrogação de regras que permitem a oferta flexível de Usinas Termelétricas (UTEs) e aumentam a disponibilidade das UTEs Merchants. Operacionalmente, prevê-se a antecipação de obras de derrocamento no Canal de Nova Avanhandava, a avaliação do Horário de Verão em 2026, o despacho energético antecipado e a análise da integração de gasodutos no Norte.
O terceiro trimestre prioriza a performance das usinas durante o período seco e testes de infraestrutura de gás. Serão realizados testes simultâneos das UTEs conectadas ao GASBOL e Lateral Cuiabá. Há um esforço concentrado para ampliar a contribuição de potência das UHEs Belo Monte (utilizando reservatório intermediário), Jirau e Santo Antônio. Além disso, o cronograma prevê a avaliação do aumento da flexibilização dos critérios de intercâmbio de energia entre diferentes regiões.
O quarto trimestre foca em eficiência, fiscalização e gestão da rede. As ações buscam incentivar a adesão à Resposta da Demanda e aprimorar o incentivo à modulação de gerações menores (PCHs, CGHs e pequenas termelétricas) e a gestão de excedentes na distribuição. O trimestre também contempla a antecipação de empreendimentos de intercâmbio regional, o aprimoramento de bases de dados estruturais e a apresentação de resultados de fiscalização das UTEs Merchants e dos sistemas isolados na região Norte.
“A Agenda Estratégica Eletroenergética representa um avanço importante na forma como o Brasil se antecipa aos desafios do setor elétrico. Ao integrar planejamento, operação, comercialização, regulação e monitoramento em um único instrumento, damos mais previsibilidade às ações e reforçamos a segurança do suprimento para toda a sociedade. É uma iniciativa que fortalece a governança do setor e amplia a transparência sobre as ações e soluções que estamos construindo de forma coordenada”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.