Mineradoras destacam novos projetos durante a Exposibram 2026

Mineradoras destacam novos projetos durante a Exposibram 2026
28 de agosto de 2026

Mineradoras avançam com seus projetos de instalação, ampliação e modernização de plantas de mineração. Durante a Exposibram, que aconteceu em Belo Horizonte (MG) de 24 a 27 de agosto, a revista Minérios & Minerales conversou com várias delas para conhecer as iniciativas em andamento.

Seguem abaixo alguns destaques dos projetos desenvolvidos pela Potássio do BrasilGoldMiningCedroMineração TabocaLudin MiningSt. George Samarco. Na próxima edição da publicação serão apresentados mais detalhes de cada iniciativa.

Potássio do Brasil

O Projeto Potássio do Brasil, localizado em Autazes (AM), realiza neste momento a estruturação financeira para buscar financiamento e a estruturação da engenharia. Segundo Sergio Leite, presidente da empresa, a meta é finalizar essa etapa até o início de 2027.

A iniciativa projeta capacidade de produção de 2,4 milhões de t/ano de cloreto de potássio, o que representaria atendimento de 20% da demanda do País. O projeto conta com mina subterrânea a 800 m de profundidade, planta de beneficiamento para a separação do cloreto de potássio e logística para escoamento da produção por hidrovia pelo rio Madeira.

Sergio destacou a relevância do projeto por garantir segurança alimentar. O executivo ressaltou que é precisar dar atenção à produção de fertilizantes no Brasil assim como se tem dado aos chamados minerais críticos para transição energética.

GoldMining

Nasce no município de Novo Progresso, no Pará, o Projeto São Jorge de exploração de ouro na região, com capex estimado de US$ 200 milhões para sua construção. Paulo Pereira, country manager da GoldMining, empresa responsável pela iniciativa, diz que espera que entre 2028 e 29 estejam concluídos todos os estudos e licenciamentos necessários para instalar a planta.

De acordo com Paulo, se avança atualmente os estudos de pré-viabilidade do projeto. A construção está prevista para 2030, com a produção iniciando dois anos depois. Com vida útil de 10 anos, a produção média anual estimada é de 50 mil onças.

Cedro

A Cedro realiza a expansão da sua planta de Mariana (MG). O projeto prevê o aumento de produção de minério de ferro de 2 milhões de t para 5 milhões de t, como foco no produto pellet feed.

Fabiano Carvalho, vice-presidente comercial, de Estratégia e de Projetos da empresa, dia que o projeto levará três anos de implantação. “Com esse projeto instalado, a gente vai ter que sair do modal rodoviário de transporte de minério para o de correia transportadora”, afirma.

Assim, um Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD) de cerca de 19 km será instalado ligando a mina de Mariana à Estrada Ferro Vitória-Minas, para escoamento da produção. O projeto tem investimento de R$ 3,5 bilhões.

Taboca

Depois da mudança do grupo controlador ano passado (trocando de mãos do grupo peruano Minsur para o chinês CNMC), a Taboca tem plano de investimento de US$ 100 milhões até 2028. José Fabio Alves, vice-presidente executivo da mineradora, informa que o recurso será destinado ao fortalecimento da pesquisa mineral, automatizar as plantas de beneficiamento e modernizar suas unidades metalúrgicas em Pitinga (AM) e Pirapora do Bom Jesus (SP).

A Mineração Taboca explora minério de estanho em Presidente Figueiredo (AM) e também atua nos mercados de nióbio e tântalo. Para o executivo, o novo controlador tem possibilitado aumento de capacidade de investimento da planta e acesso à tecnologia.

Lundin Mining

Já a Lundin Mining informa que apresentou recentemente o estudo de impacto ambiental para aumentar a produção de ouro e cobre na planta de Chapada. Itamar Machado, diretor-presidente da mineradora, a expectativa é de iniciar a nova operação na metade de 2029.

O projeto tem o nome de Saúva é prevê a exploração de um novo depósito em Mara Rosa (GO), município vizinho de Alto Horizonte (GO), onde a empresa mantém a Mina de Chapada e o beneficiamento. Pela iniciativa, o mineral será extraído em Mara Rosa (depósito a céu aberto) e processado em Alto Horizonte.

“Faremos a instalação de um moinho de bolas na planta existente, que não vai aumentar a tonelagem, mas irá melhorar a moenda”, explica o executivo. Os estudos indicam que Saúva poderá acrescentar, em média, cerca de 15 mil toneladas de cobre e 45 mil onças de ouro por ano, representando um aumento estimado de aproximadamente 30% na produção de cobre e 75% na produção de ouro de Chapada.

St. George

O Projeto Araxá de nióbio e terras raras, da St. George, em Minas Gerais, entrou na semana passada com o processo de licença prévia para o projeto de nióbio. Adriano Rios, diretor de operações da mineradora, explica que a expectativa é de a operação de nióbio começar em 2028, a partir da adaptação de uma planta de beneficiamento. Já o de terras raras, o início previsto da operação é 2030.

A empresa planeja instalar a planta industrial de processamento de terras raras em Uberlândia (MG), com investimento de R$ 2 bilhões. 

Recentemente, a St George Mining anunciou uma nova atualização da estimativa de recursos minerais do projeto Araxá. Considerando o inventário total de nióbio reportado pela companhia, que inclui o recurso associado à estimativa de terras raras e o recurso adicional de nióbio sem sobreposição, o volume passou de 95,47 milhões de t na estimativa anterior para 143,8 milhões de t na atualização atual.

Samarco

A Samarco, que planeja atingir 100% de sua capacidade produtiva até 2028, informa que a descarbonização na mineradora é visto como estratégico. Por isso, a empresa tem trabalhado em duas direções: utilização de fontes de energias renováveis e ganho de eficiência energética.

Thiago Marchezi, gerente-geral de desempenho operacional da Samarco, explica que a produção de pelotas na planta de Ubu (ES) tem sido foco central nesse processo de descarbonização. Assim, a empresa pretende diminuir as emissões na unidade.

De acordo com Thiago, se desenvolve atualmente em Ubu o projeto de bio-óleo, em substituição ao gás natural. “Já utilizamos 5% de bio-óleo como combustível no forno em substituição ao gás natural”, diz.

Fonte: Revista Minérios & Minerales.
Voltar