Em uma trajetória ascendente, Minas Gerais alcançou o recorde de R$ 530 bilhões em investimentos privados captados entre 2019 e 2026, um crescimento que vem sustentando uma expansão econômica que já acumula cerca de 300 mil empregos diretos gerados e 1.251 projetos, e que envolve 342 municípios, segundo dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG).
Os resultados estão ligados a uma série de fatores, que começam pela infraestrutura e pela localização logística estratégicas até o diferenciado ambiente para os negócios. Isso porque, nos últimos anos, o estado vem trabalhando em políticas de atração que incluem iniciativas como desburocratização, segurança jurídica, incentivos fiscais e outras ações que desenham um cenário que beneficia e estimula o empreendedor.
Para o governo estadual, a construção desse ecossistema robusto faz com que Minas seja um dos destinos mais competitivos para investir no Brasil, e é parte de um plano de desenvolvimento econômico estruturado em quatro eixos: apoio ao empreendedor; atração de investimentos e promoção do comércio exterior; incentivo à ciência e à inovação; e gestão estratégica de ativos públicos.
Minas Gerais tem participação de 9% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e uma de suas fortalezas tem sido a diversificação econômica. De acordo com o mais recente Informativo FJP — Contas Regionais, divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP), o PIB mineiro totalizou mais de R$ 290 bilhões no terceiro trimestre de 2025, sendo impulsionado por setores como agropecuária (R$ 21,9 bilhões), indústria (R$ 74 bilhões) e serviços (R$ 159,6 bilhões).
A descentralização produtiva é uma grande vantagem competitiva, já que evita a dependência exclusiva de grandes polos e promove o desenvolvimento de todas as regiões, atraindo novos negócios para além dos centros econômicos.
Nesse sentido, Minas possui uma base diversa, que se reflete na presença de 77 Arranjos Produtivos Locais (APLs) espalhados por todas as regiões do estado. O modelo possibilita a ampliação do associativismo entre empresas e impulsiona ganhos de competitividade, capacitação e inserção em mercados nacionais e internacionais.
Outro pilar é o segmento de mineração. Segundo dados divulgados pela Invest Minas, agência de promoção de investimentos do estado, o setor lidera os aportes com mais de R$ 112 bilhões e 56 mil empregos diretos, de 2019 a 2025.
Minas Gerais também é referência em geração de energia solar, com atração de mais de R$ 83 bilhões em investimentos privados, gerando aproximadamente 7 mil empregos diretos em 37 municípios. No final do ano passado, registrou o alcance de 13,3 GW de potência fiscalizada, graças a iniciativas como o projeto Sol de Minas, coordenado pela Sede-MG.
O setor de infraestrutura também vem puxando a captação, somando mais de R$ 88 milhões. Com a maior malha rodoviária do país, o estado tem posição estratégica em logística e vem aprimorando a agenda de infraestrutura.
As políticas do governo mineiro também focam na captação de aportes estrangeiros. No ano passado, foram realizadas três missões internacionais com foco em atrair capital, buscar oportunidades de cooperação e consolidar relações bilaterais. Os destinos foram Europa, América do Norte e Ásia.
Na visita à China, a multinacional Midea anunciou o investimento de R$ 198 milhões em quatro novos projetos para Minas Gerais, com expectativa de geração de 830 empregos diretos para os mineiros. Na passagem pelo Japão, foi confirmado o aporte de R$ 140 milhões da empresa Sumitomo Corporation para construir uma unidade de armazenamento e beneficiamento de sementes de soja em Patos de Minas.
Já em fevereiro deste ano, foi formalizada a decisão de investimento de R$ 220 milhões da empresa Altmin na Companhia Brasileira de Lítio (CBL). O valor representa a compra de 33% da CBL e deve ser revertido na ampliação e na produção de hidróxido de carbono de lítio.