A Meta anunciou que irá financiar a construção de sete usinas de gás natural para abastecer seu maior data center já planejado. Nesse sentido, o projeto visa garantir energia suficiente para suportar a crescente demanda por infraestrutura de inteligência artificial, em um movimento que evidencia os desafios energéticos enfrentados pelas Big Techs diante da expansão acelerada dos sistemas computacionais.
De modo geral, a Meta passou a desenvolver seu maior data center, localizado em Richland Parish, Louisiana (EUA) e que tem cerca de 4 milhões de pés quadrados. O foco é fornecer infraestrutura voltada para suportar operações massivas de IA.
Esse projeto, então, inclui a construção de sete usinas de gás natural, com capacidade total que supera 5.200 MW de energia. Nesse caso, a ideia é que essa energia seja utilizada para garantir estabilidade e operação contínua para essas aplicações.
Esses data centers de IA normalmente consomem muito mais energia em comparação com os tradicionais. Dessa maneira, a demanda passa por uma fase crescente e isso força as empresas a tomar ações como:
Essa situação pode parecer meio contraditória em relação à sustentabilidade, mas a Meta afirma manter o compromisso público com energia limpa, mesmo que o uso do gás natural levante questões sobre emissões de carbono e dependência de combustíveis fósseis. A tendência reflete o movimento mais amplo do setor.
O motivo se dá pelo objetivo de empresas como a Meta, Amazon e Microsoft em reduzir a dependência da rede elétrica tradicional. Assim, as ações incluem construir ou financiar suas próprias usinas para criar uma espécie de “rede energética paralela”.