Mercado de baterias deve atingir R$ 50 bi no país; veja o Radar Energia XP | Março

Mercado de baterias deve atingir R$ 50 bi no país; veja o Radar Energia XP | Março
9 de março de 2026

Criamos este relatório com notícias do setor de energia que complementam nossos comentários publicados no Morning Call.

Por Raul Cavendish e Bruno Vidal

Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do que o Brasil e o mundo falam sobre os principais assuntos, tendências e companhias que formam o setor. Aqui você encontra o título com o link para a fonte original da notícia, além de uma breve descrição do conteúdo.

Segunda-Feira 09 de Março

Destaques: (i) Mercado de baterias deve atingir R$ 50 bi no país (Valor); (ii) O leilão de baterias como protagonista da confiabilidade elétrica no Brasil (Megawhat); e (iii) 2026 será ano desafiador para gestão da água no Brasil, diz diretora da ANA (CNN Brasil)

Mercado de baterias deve atingir R$ 50 bi no país

O mercado de energia brasileiro deve atravessar uma nova fronteira em 2026 com o início dos investimentos em baterias para o armazenamento de eletricidade, com investimentos que podem somar ao menos R$ 50 bilhões nos próximos anos, conforme estimativa de especialistas. O primeiro leilão da modalidade está previsto, inicialmente, para ocorrer em abril. Os sistemas de armazenamento são vistos como uma das principais saídas para resolver uma das maiores dores do setor elétrico do país: a sobreoferta estrutural de energia durante o dia, especialmente, de geração solar, com a saída da fonte do sistema no período noturno, quando ocorre o pico de consumo. Para evitar desequilíbrio nas redes elétricas durante o dia, quando a demanda é baixa em relação à produção, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem promovido cortes de geração, conhecidos no Brasil pelo jargão em inglês “curtailment”, algo que tem trazido estresse financeiro em diversas empresas do setor. (Valor)

O leilão de baterias como protagonista da confiabilidade elétrica no Brasil

O setor elétrico brasileiro está prestes a vivenciar um marco histórico com a realização de três Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) neste semestre. Enquanto dois dos certames confirmados para os dias 18 e 20 de março focam na segurança geral do sistema, o mercado aguarda com grande expectativa o leilão exclusivo para sistemas de armazenamento de energia (BESS), previsto para junho. Esta inclusão inédita de produtos específicos para baterias não é apenas uma tendência, mas uma resposta estrutural para garantir a segurança e a flexibilidade do nosso Sistema Interligado Nacional (SIN). Historicamente, os leilões de capacidade focavam em fontes térmicas e hidrelétricas. No entanto, a crescente participação das fontes solares e eólicas nos últimos anos – que são fontes variáveis por natureza – tem ampliado a necessidade de recursos complementares de flexibilidade para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda em tempo real.  Ao contrário de usinas térmicas e hidrelétricas, cuja viabilidade técnica e econômica depende de localização estratégica próxima a recursos energéticos primários, sistemas de armazenamento em baterias (BESS) não estão atrelados à geração de energia, mas sim à sua gestão temporal e espacial. (Megawhat)

2026 será ano desafiador para gestão da água no Brasil, diz diretora da ANA

O Brasil tem enfrentado um ano desafiador na gestão de recursos hídricos em 2026, diante do cenário de chuvas abaixo da média e da necessidade de garantir os usos múltiplos da água nos rios e reservatórios. A avaliação é da diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rêgo, em entrevista exclusiva à CNN. Segundo a diretora, o acompanhamento dos principais rios e reservatórios vem sendo intensificado desde o fim de 2025, quando o país passou a registrar níveis de precipitação menores que o previsto. “A ANA foi criada em 2000 para implementar e coordenar a gestão integrada dos recursos hídricos e regular o acesso à água. Em 2010, recebeu a missão de coordenar o sistema de segurança de barragens e, em 2020, foi agregada atribuição de harmonizar a regulação dos serviços de saneamento básico” (CNN Brasil)

Eneva vê vantagem no LRCap com usinas existentes e infraestrutura de GNL

A Eneva pretende disputar o leilão de reserva de capacidade (LRCap), marcado para 18 de março, apoiada em cerca de 2 GW de usinas termelétricas existentes e em sua infraestrutura própria de gás natural liquefeito (GNL). O movimento ocorre em um momento de maior volatilidade nos mercados globais de energia, impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio e pela expectativa de preços elevados de eletricidade no Brasil. Segundo o CEO da companhia, Lino Cançado, a combinação de infraestrutura própria e usinas existentes tornará a empresa “altamente competitiva” no certame, ao dispensar investimentos adicionais relevantes e a utilização de infraestrutura de terceiros. “Contamos com capacidade excedente de armazenagem e regaseificação de GNL. Temos 2 GW em ativos existentes elegíveis a novos ciclos contratuais e modelos de negócio competitivos para prover capacidade e segurança energética ao Sistema Interligado Nacional (SIN), combinando a construção e operação de ativos termelétricos com soluções proprietárias para suprimento de gás natural 100% flexível”. (Megawhat)

CMSE: ONS apresenta melhora nas condições hidrológicas do SIN

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou, em 4 de março, os resultados das condições de atendimento eletroenergético até o dia 31 de agosto de 2026, em reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Houve melhora no quadro hidrológico em relação às projeções apresentadas anteriormente, especialmente para os meses de março e abril no Sistema Interligado Nacional, com exceção da região Sul.  Nesse cenário, as afluências previstas para as bacias dos rios Grande e Paranaíba indicam condições mais favoráveis. O ONS mencionou que a melhora ocorreu, em fevereiro, devido à ocorrência de dois episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) sobre as regiões Sudeste, Nordeste e parte da Norte, o que favoreceu a precipitação acima da média. O Operador, contudo, indicou que o volume de precipitação observado ainda não foi suficiente para recuperar o déficit pluviométrico, reforçando a indicação de uma política operativa para preservar recursos hídricos, sobretudo na Região Sul, uma vez que a distribuição da chuva ocorreu de forma irregular desde o início do período chuvoso. Nos meses de janeiro e fevereiro, este subsistema apresentou precipitação inferior à média. (ONS Notícias)

ONS: Energia Armazenada tem previsão acima de 60% em três subsistemas ao final de março

O boletim do Programa Mensal da Operação (PMO) da semana que vai de 7 a 13  de março  apresenta um cenário de Energia Armazenada (EAR) acima de 60% para três subsistemas. São eles: o Norte, que apresenta a maior perspectiva, com 96,0%; o Nordeste, 85,7%; e o Sudeste/Centro-Oeste,  65,2%. No Sul, a EAR pode chegar a 32,1%. As projeções de Energia Natural Afluente (ENA) estão acima de 80% da Média de Longo Termo (MLT) em  três subsistemas: o Nordeste, foi o único que ficou acima da média, com 115% da MLT; seguido pelo Norte, com 95% da MLT; e pelo Sudeste/Centro-Oeste, com previsão de terminar o mês em 86% da MLT.  Para o Sul, a previsão é de 33% da MLT, no dia 31 de março. (ONS Notícias)

24 de março virou o “Dia D” da Enel em São Paulo

Em 24 de fevereiro, a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu, por 3 votos a 2, prorrogar por mais 30 dias o prazo do pedido de vista do processo que pode levar à caducidade da concessão da distribuidora de energia Enel em São Paulo. A Aneel instaurou o processo de caducidade da concessão depois de uma sequência de questionamentos à qualidade do serviço prestado pela distribuidora, intensificados por apagões de grande proporção na capital paulista e na região metropolitana, que deixaram milhões de consumidores sem energia por dias. Autoridades estaduais e municipais, além de órgãos de defesa do consumidor, relataram falhas na manutenção da rede, lentidão na recomposição do fornecimento e insuficiência de equipes em situações emergenciais. Também foram alvo de críticas a comunicação com os usuários e a capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais recorrentes. (Poder 360)

OPINIÃO. No mercado de gás, transparência não pode ser opcional

A revisão tarifária do transporte de gás natural entrou em uma fase decisiva. A ANP promoveu um corte de aproximadamente R$ 3,3 bilhões na Base Regulatória de Ativos (BRA) pleiteada por TAG, NTS e TBG, glosando investimentos e ajustando valores considerados inconsistentes ou não autorizados. A agência tomou a decisão sem aplicar a nova metodologia do Método do Capital Recuperado (RCM) — não por opção técnica, mas por falta de informações confiáveis fornecidas pelas próprias transportadoras. E é justamente aí que reside o ponto central deste debate: a ausência de transparência das empresas não pode servir de justificativa para enfraquecer, abandonar ou adiar uma metodologia mais moderna, eficiente, alinhada às melhores práticas internacionais, e de interesse do consumidor. (Brazil Journal)

Como a guerra no Oriente Médio afeta a sua conta de gás?

A escalada da guerra no Oriente Médio sacudiu os ânimos do mercado global de gás natural liquefeito (GNL). Para além de toda a crise humanitária que uma guerra envolve (e já são mais de mil mortes de civis confirmadas só no Irã), o conflito tem suas repercussões diretas sobre a dinâmica do mercado de gás: Na esteira do bloqueio do Estreito de Ormuz (por onde transita 20% do comércio global de GNL) e dos ataques iranianos às infraestruturas do Catar, os preços internacionais saltaram na última semana. A última grande crise do GNL, em 2021/2022, ainda está na memória. E reacende o temor que, a exemplo daquela ocasião, o pico nos preços globais volte a contaminar o mercado brasileiro. (Eixos)

MME capacita estados para coleta de dados do Atlas da Transição Energética 2026

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nos dias 4 e 6 de março, uma capacitação voltada à coleta de dados para a próxima edição do Atlas da Transição Energética. Estiveram presentes representantes de todos os estados e do Distrito Federal. A iniciativa foi promovida em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e teve como objetivo apresentar a metodologia que será utilizada na coleta das informações. Na oficina também foi apresentado o Guia Conceitual, que orientará o processo de coleta das informações, além do desenvolvimento de um formulário padronizado para envio dos dados e da atualização dos contatos e pontos focais em todo o país. O guia foi elaborado entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, contando com apoio técnico da EPE. (MME Notícias)

Brasil amplia matriz elétrica com 29 usinas no bimestre; 25 são solares

O Brasil registrou um crescimento de 1,28 GW em sua matriz elétrica no primeiro bimestre de 2026, segundo dados divulgados pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). No acumulado do período, foram liberadas 29 usinas para operação comercial no país, das quais 25 são solares, uma termelétrica, uma eólica e duas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). Nos dois primeiros meses do ano, os novos empreendimentos foram distribuídos em sete estados das cinco regiões do país. O Rio Grande do Norte liderou a expansão no período, com 640 MW adicionados à matriz elétrica, seguido por Minas Gerais, que registrou a entrada de 505 MW em novos empreendimentos de geração. Em janeiro, o país incorporou 543 MW de potência instalada à matriz elétrica. Ao todo, 13 empreendimentos foram liberados para operação comercial, sendo 11 usinas solares responsáveis por 509 MW – o equivalente a mais de 93% da expansão registrada no mês. Também entraram em operação uma usina termelétrica, com 20 MW, e uma PCH, com 14 MW. (Canal Solar)

Novas usinas adicionam 743 MW à matriz elétrica em fevereiro

A matriz elétrica brasileira cresceu 743 MW em fevereiro de 2026, com início de operação comercial de 16 usinas, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A autarquia planeja uma expansão na geração de 9,1 GW para 2026. O montante adicionado à matriz aumentou em 27,3% na comparação com janeiro (543 MW). Ao todo, 16 centrais solares fotovoltaicas (677 MW), uma eólica (59 MW) e uma pequena central hidrelétrica (7 MW) entraram em operação no mês. Três estados, em três regiões do país, tiveram empreendimentos liberados, sendo o primeiro Rio Grande do Norte, com 640 MW e 13 usinas, seguido de Minas Gerais (96 MW de duas usinas) e Paraná (7 MW de uma usina). No primeiro bimestre do ano, o crescimento na matriz foi de 1.286 MW, com a liberação de novas usinas em sete estados situados em todas as regiões do país. O Rio Grande do Norte ainda apresenta a maior expansão no período, com 640 MW, e Minas Gerais é segundo, com 505 MW. (Megawhat)

Aneel alerta para risco às atividades e pede antecipação de orçamento

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, solicitou ao Ministério do Planejamento e Orçamento a antecipação de créditos orçamentários da ordem de R$ 43,3 milhões até março e de R$ 152,2 milhões até novembro, com limite total de R$ 177.802.259 até dezembro. Segundo Feitosa, a autarquia já comprometeu, com contratações vigentes e processos em licitação, cerca de R$ 101,9 milhões, valores que estão, em sua maioria, parcialmente empenhados. No entanto, o limite autorizado para movimentação e empenho foi de apenas R$ 33.337.924 até março e de R$ 122.239.053 até novembro. Até a publicação do Decreto nº 12.846/2026, que dispõe sobre a programação orçamentária e financeira e estabelece o cronograma de execução mensal de desembolso do Poder Executivo federal para o exercício de 2026, a Aneel já havia empenhado R$ 81,3 milhões. Com isso, a autarquia teve que realizar cancelamentos de empenhos no total de R$ 49,1 milhões para se adequar ao limite orçamentário definido pelo decreto. (Megawhat)

Aneel está com atividades sob risco de paralisação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) encaminhou nesta semana ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) um ofício pedindo a antecipação da disponibilização de recursos orçamentários para cobrir despesas internas pressionadas. “Caso não ocorra a antecipação solicitada, há sério risco de comprometimento crítico das atividades da Aneel inviabilizando o pleno cumprimento de suas atribuições legais”, diz o pedido do diretor-geral, Sandoval Feitosa, direcionado à ministra Simone Tebet. Foi solicitada, especificamente, a antecipação dos limites de empenho da Aneel para R$ 43,3 milhões até março e R$ 152,2 milhões até novembro. Há o faseamento dos limites de empenho de recursos (ou seja, os órgãos recebem o orçamento de forma gradual ao longo do exercício) a cada bimestre. No ano todo, o limite da Aneel é de R$ 177,8 milhões. (Info Money)

Curtailment pesa R$ 558 milhões no resultado da CPFL em 2025

O avanço do curtailment em projetos eólicos foi um dos principais temas operacionais e com impacto no resultado para a CPFL Energia em 2025 e já começa a influenciar suas decisões de investimento no setor elétrico. Segundo a companhia, os cortes de geração atingiram 30,8% da produção potencial no ano, acima dos 19,7% registrados em 2024, pressionando o desempenho da área de geração. O impacto financeiro dos cortes de geração reduziu o resultado da companhia em R$ 558 milhões em 2025, mais que o dobro do impacto observado no ano anterior, de R$ 272 milhões. No quarto trimestre, o efeito negativo somou R$ 122 milhões. “A gente vê de fato uma crescente no tema do curtailment”, afirmou o diretor-presidente da companhia, Gustavo Estrella, durante teleconferência com analistas. Apesar disso, a empresa ainda não contabilizou os efeitos da Lei 15.269, aprovada no fim de 2025, para tratar do tema. A CPFL aguarda a assinatura do termo de compromisso pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para reconhecer eventuais compensações, o que espera ocorrer ainda primeiro trimestre de 2026. (Megawhat)

Eventos climáticos demandam mais investimento, diz CEO da CPFL Energia

A CPFL Energia divulgou seus resultados do quarto trimestre e do ano de 2025, registrando um lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no último trimestre, uma leve queda de 0,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No consolidado anual, a empresa fechou com lucro de R$ 5,74 bilhões. Durante entrevista exclusiva ao CNN Money, Gustavo Estrela, CEO da CPFL Energia, explicou que o ano foi desafiador para a companhia, principalmente devido à queda no consumo de energia nas áreas de concessão, influenciada pela redução de temperatura. Além disso, o segmento de geração foi impactado pelo chamado curtailment, que são cortes na geração de energia que afetaram significativamente os resultados da empresa no quarto trimestre. (CNN Brasil)

Transmissão compensa queda em geração e comercialização na Alupar

A Alupar encerrou o quarto trimestre de 2025 com queda nos resultados das áreas de geração e comercialização de energia, impactadas principalmente pelo fim de contratos bilaterais e por preços de venda menores no período. Em contrapartida, o desempenho do segmento de transmissão sustentou o avanço dos indicadores regulatórios da companhia, impulsionado pelo reajuste tarifário do ciclo 2025/2026 e pela entrada em operação de um novo ativo. Apesar disso, José Luiz de Godói Pereira, CFO da empresa, não confirmou a participação da empresa no leilão de transmissão marcado para 27 de março. “Cada leilão tem uma dinâmica própria e depende do nível de agressividade dos players participantes. No último certame em que participamos, não arrematamos nenhum lote porque houve uma agressividade muito elevada frente às condições de mercado. Ainda é difícil prever como será desta vez e precisamos avaliar as sinergias, já que é um negócio muito tailor-made”, afirmou durante teleconferência com investidores para apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2025. (Megawhat)

Tarifa horária da Energisa agrada, mas mudança de hábito ainda é limitada

A experiência do grupo Energisa com tarifa diferenciada por horário indica que consumidores avaliam positivamente o modelo, mas ainda apresentam baixa resposta aos sinais de preço no curto prazo. Resultados preliminares da Tarifa Melhor Hora, programa implementado no contexto do sandbox tarifário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mostram que a maior parte dos clientes manteve seus padrões de consumo, apesar da possibilidade de pagar menos ao deslocar o uso de energia para horários mais baratos. Os dados divulgados são da primeira etapa do projeto, conduzida entre novembro de 2024 e novembro de 2025 na área da Energisa Sul Sudeste. Para essa área de concessão, a melhor hora para usar energia foi definida entre 00h e 14h e nos finais de semana, com as tarifas econômica e supereconômica, até duas vezes mais baratas que a tarifa convencional. O horário de pico da região foi definido entre 18h e 21h, com tarifa mais cara. (Megawhat)

Cemig e agência reguladora viram réus por redução na vazão do rio São Francisco

A redução drástica da água que corre pelo rio São Francisco levou o Ministério Público Federal (MPF) a acionar na Justiça a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Águas (ANA). Por meio de uma ação civil pública apresentada em 14 de fevereiro à Justiça Federal em Minas Gerais, o MPF denuncia a forma em que a água do rio São Francisco vem sendo administrada a partir da hidrelétrica de Três Marias. A usina mineira é dona do primeiro grande reservatório instalado no curso do rio e acaba regulando todo o regime de água que, a partir dela, segue pelos 1.400 km do Velho Chico até a sua foz, entre Alagoas e Sergipe. (O Tempo)

Cemig relata falta de energia em diversos bairros de BH após temporal; veja previsão de retorno

Moradores de diversos bairros de Belo Horizonte e de cidades Região Metropolitana (RMBH) estão ‘no escuro’ após o forte temporal que atingiu a cidade na noite desta sexta-feira (6/3). O restabelecimento da energia deve ocorrer de forma gradativa entre esta noite e ao longo deste sábado (7/3). De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), as ocorrências se concentram principalmente nos bairros Bandeirantes, Serrano, Ouro Preto, Belvedere e Calafate, em Belo Horizonte. Na região do Barreiro, segundo a empresa, também há diversos registros de interrupção no fornecimento, mas de forma pulverizada, sem grandes áreas desligadas. A companhia informou que a intensidade da chuva e dos ventos provocou queda de árvores e o lançamento de objetos contra a rede elétrica, como partes de telhados e galhos. Esses incidentes causaram danos na estrutura do sistema, com curtos-circuitos e rompimentos de cabos. (O Tempo)

Celesc é autorizada a ampliar capacidade de hidrelétrica em Blumenau

O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a Celesc a ampliar a capacidade instalada da hidrelétrica (UHE) Salto Weissbach, que passou a ser constituída pela casa de força existente, com três unidades geradoras (UGs) de 1,4 MW e uma de 2 MW, e pela casa de força complementar, com duas unidades geradoras de 11,5 MW, totalizando 29,2 MW de capacidade instalada. A usina está instalada em Blumenau, Santa Catarina, e teve a capacidade ampliada para prestação do serviço de geração de energia elétrica, sob o regime de alocação de cotas de garantia física de energia e potência, às concessionárias do serviço público de distribuição no Sistema Interligado Nacional (SIN). A tarifa de ampliação analisou, como parâmetros econômico-regulatórios, o custo de gestão dos ativos de geração referente à ampliação inicial de R$ 43.728.842,75/ano, na data-base de 1º de outubro de 2025; tarifa inicial da GAG ampliação de R$ 403,87/MWh, considerando o acréscimo de 12,36 MW médios de garantia física e investimento de R$ 242 milhões, atualizado pelo IPCA. (Megawhat)

Oposição na ALMG quer investigação da corrupção na tentativa de Zema de privatizar a Copasa

Ex-presidente do Conselho da empresa, que admitiu pagamento de propinas na Aegea, levanta suspeitas sobre a lisura do processo de desestatização em Minas Gerais. Parlamentares da oposição ao Governo Romeu Zema (NOVO) iniciaram a coleta de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar denúncias de corrupção e conflitos de interesse no processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). O pedido, subscrito por parlamentares de diferentes partidos, prevê a instalação da comissão pelo prazo de 120 dias para apurar “os esquemas e atos de corrupção e demais crimes relacionados à desestatização da Copasa”. A oposição sustenta que há indícios da prática reiterada de corrupção na concessão de contratos de saneamento em vários estados, envolvendo agentes públicos e privados com atuação em Minas Gerais. (Hora do Povo)

Copasa admite rever perfurações de poços para o abastecimento em São Thomé das Letras

A insegurança hídrica no Município de São Thomé das Letras (Sul de Minas), com interrupções no abastecimento de água e a redução do volume de cachoeiras e nascentes, foi tema de audiência pública, nesta quinta-feira (5/3/26), da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Moradores e ambientalistas apontaram a influência da mineração e da captação de água pela Copasa no Bairro Cantagalo como as principais causas do problema. Representantes da estatal negaram qualquer relação com o desabastecimento, mas se comprometeram a estudar alternativas para a extração hídrica em outras localidades. Segundo Rafael de Tomy, da Associação Socioambiental Água é Vida, o abastecimento vem falhando nos últimos anos, com o problema se agravando no último verão. A falta d’água chegou a durar cinco dias, afetando o turismo, a principal atividade econômica do município, e o dia a dia da população local. (Portal da ALMG)

Veolia prevê expansão de R$ 65 milhões em aterro sanitário e busca aquisições

A francesa Veolia, que atua nos setores de saneamento básico e energia, tem planos de expandir seu aterro sanitário de Pedreira, em Guarulhos (SP), que recebe boa parte do lixo da capital paulista. A expansão deverá ampliar a vida útil do empreendimento em mais 20 anos — além dos três anos restantes com a estrutura atual — e demandará em torno de R$ 65 milhões de investimento. A audiência pública da ampliação já foi encerrada, e agora faltam as licenças ambientais, que a companhia espera receber neste ano. O local recebe em torno de 800 caminhões de lixo por dia, de 13 municípios, dos quais Guarulhos e São Paulo são os principais. Além do aterro, o centro tem unidades para reaproveitar os resíduos, como uma de triagem mecanizada que transforma o lixo em combustível, que é utilizado por cimenteiras. (Valor)

Paraná fortalece gestão de resíduos e busca erradicar lixões com nova governança

Usar a tecnologia como aliada para erradicar os lixões a céu aberto no Paraná e transformar resíduos sólidos em ativos econômicos por meio da economia circular e inovação. Essa foi a principal resolução da 22ª Reunião Ordinária do Grupo de Discussão de Resíduos Sólidos (R-20), coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). O encontro, na quarta-feira (04), em Curitiba, reuniu gestores dos 399 municípios paranaenses, além de técnicos, especialistas e autoridades. Durante o evento, foram apresentados o Panorama de 2025 e os formulários de 2026 sobre Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos e de Gestão de Associações e Cooperativas de Catadores. Embora o Estado seja referência no tema, os desafios persistem: 86% dos municípios fazem coleta seletiva na área urbana, mas apenas 20% conseguem atender a área rural. Além disso, apenas 66 prefeituras declararam equilíbrio financeiro total na gestão do serviço. (Governo do Paraná)

Baía de Guanabara mais limpa: rede de esgoto começa a chegar ao Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio

O cenário do Complexo da Maré — formado por 16 favelas — está em transformação, com um vaivém de operários e máquinas. Manilhas de até 1,50 metro de diâmetro aguardam a instalação e poços são escavados para obras de saneamento iniciadas pela Águas do Rio com objetivo de beneficiar, segundo a concessionária, 200 mil pessoas. A expectativa é mudar uma realidade de décadas de descaso com a ajuda de uma tecnologia que deve ser um dos destaques do projeto: são seis “tatuzinhos”, equipamentos que em breve chegarão às comunidades para perfurar, a seis metros de profundidade, o túnel de um tronco coletor de esgoto — de tempo seco — de 4,5 quilômetros de extensão. Orçada em R$ 120 milhões, a instalação da rede de saneamento tem previsão de ficar pronta no fim de 2027. A maioria dos recursos (85%) será destinada aos serviços de esgoto, maior carência das comunidades da Maré. (O Globo)

Complexo solar de mais de R$ 1 bilhão entra em operação em Goiás

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou nesta semana o início da operação comercial do Complexo Solar Barro Alto, no município homônimo, em Goiás. A autarquia liberou a entrada em operação das UFVs Barro Alto I a VI, que somam 350 MW de capacidade instalada. Com investimento superior a R$ 1,3 bilhão, o empreendimento faz parte de uma joint venture entre a siderúrgica Gerdau e a gestora de investimentos Newave Capital. Quando estiver totalmente concluído, o complexo deverá atingir 450 MW de potência instalada. As obras tiveram início em 2024, com a previsão de instalação de mais de 730 mil módulos fotovoltaicos, estrutura suficiente para gerar mais de 100 MW médios de energia, o mesmo que o consumo de uma newavcidade de cerca de 365 mil habitantes. (Canal Solar)

Newave Energia inicia operação de mais 100 MW em Goiás

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a Newave Energia a iniciar a operação comercial das UFVs Barro Alto I e VI, com 50 MW de capacidade instalada cada, do complexo Barro Alto, no município de Vila Propício, estado de Goiás. As outras usinas do complexo, UFVs Barro Alto 2 a 5 e 7 já haviam sido autorizadas anteriormente. O projeto, que totaliza de 452 MW, é uma colaboração entre a Gerdau e a Newave Capital, a partir da joint venture Newave Energia, que exigiu um investimento total de R$ 1,3 bilhão, financiado em parte com apoio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), via Banco do Brasil. (Megawhat)

Companhia têxtil avança na estratégia de autoprodução de energia

Com faturamento superior a R$ 750 milhões, a fabricante de tecidos Vicunha Têxtil deu mais um passo em sua estratégia de buscar maior competitividade e sustentabilidade no suprimento de energia. A empresa recebeu nesta semana o aval do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para adquirir a Inti Comercializadora de Energia, atualmente pertencente à Indra Holding. Segundo a Vicunha, a operação faz parte da estratégia de autoprodução de energia e representa um movimento de consolidação da gestão energética de suas unidades industriais. A iniciativa também vai contribuir para reduzir riscos e custos operacionais, além de reforçar as práticas e compromissos da companhia com a agenda de sustentabilidade. (Canal Solar)

Como funciona o setor elétrico do Uruguai?

O Uruguai possui um dos sistemas elétricos mais limpos e renováveis do mundo. Nas últimas décadas, o país realizou uma profunda transformação em sua matriz energética, reduzindo drasticamente a dependência de combustíveis fósseis e ampliando a participação de fontes renováveis. Atualmente, a maior parte da eletricidade gerada no país vem de hidrelétricas, parques eólicos, usinas solares e biomassa, o que coloca o Uruguai entre os líderes globais em geração renovável. Além de reduzir as emissões de carbono, essa diversificação contribui para maior segurança energética e menor exposição à volatilidade dos preços internacionais de combustíveis. (Canal Solar)

Fonte: Expert XP.
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