Por Gabriela Ruddy
NESTA EDIÇÃO. Fornecedores do setor de baterias procuram BNDES para entrar no Brasil, de olho em leilão com exigência de conteúdo local. Copel cria “força-tarefa” para Super El Niño. Subsídio da gasolina começa a ser retirado na próxima semana. Proposta de Flávio Bolsonaro de governo de transição com EUA abriria dados sigilosos da Margem Equatorial e minerais críticos, diz Mercadante.
O anúncio de um leilão de baterias exclusivo para projetos com conteúdo nacional já leva fornecedores internacionais do setor a procurarem o BNDES com interesse de se instalar no Brasil.
Entre as empresas interessadas em entrar no país, há fabricantes chinesas e americanas.
Apesar das incertezas, o governo tem sinalizado que os dois leilões previstos para dezembro são apenas o pontapé inicial para a inserção da tecnologia na rede elétrica.
A versão final do Plano Decenal de Expansão (PDE) 2035, publicada na quinta (2/7), estima que o sistema elétrico brasileiro demandará mais de 6 GW de baterias em uma década.
Há uma grande expectativa de que seja possível reproduzir na cadeia de baterias o sucesso da atração de investimentos que ocorreu na cadeia de geração eólica, que levou à instalação de diversos fornecedores no país na década passada.
As portarias para os dois primeiros leilões de baterias do Brasil foram divulgadas em junho, com boa recepção pelo mercado.
Transmissão no Nordeste. A EPE desenvolveu um estudo para atendimento de até 4 gigawatts de novas cargas energointensivas na região Nordeste, considerando cenários de eletrificação da indústria, mobilidade elétrica, data centers e hidrogênio verde.
Super El Niño. A distribuidora paranaense Copel está se preparando para enfrentar um “super El Niño” que deve atingir a região Sul entre setembro e fevereiro de 2027 com chuvas acima dos registros históricos, segundo o presidente da companhia, Daniel Slaviero.
Condições climáticas adversas. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontou, na quarta-feira (1/7), que a utilização complementar de usinas termelétricas poderá ser verificada se forem confirmados os cenários de maior demanda de energia e condições climáticas adversas.
Perdas técnicas. As perdas técnicas de energia elétrica nas redes de distribuição custaram R$ 11,7 bilhões em 2025, segundo a Aneel.
Economia com substituição de fósseis. O Brasil foi o terceiro país que mais economizou gastos com combustíveis fósseis graças à participação de renováveis na matriz, mostra um mapeamento publicado na quinta (2/7) pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês).
Preço do barril. Os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta na quinta (2), mas sendo negociados em torno de seus níveis pré-conflito, com investidores monitorando os avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã e a incerteza sobre o futuro do Estreito de Ormuz.
Fim do subsídio da gasolina. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou na quinta (2/7) que a subvenção dada pelo governo para conter a alta da gasolina, de R$ 0,44 por litro, será revertida na semana que vem.Soberania. A proposta do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) de convidar o governo dos Estados Unidos para um eventual processo de transição de governo, caso seja eleito, abriria a um país estrangeiro informações sensíveis a respeito do potencial da Margem Equatorial, segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Gás no Triângulo Mineiro. A Gasmig vai investir mais de R$ 1 bilhão para levar gás natural e biometano ao Triângulo Mineiro, interligando os municípios de Uberaba, Uberlândia, Araxá e Indianópolis.
Opinião: Medida prevista na Lei do Gás busca obrigar agente dominante a liberar parte da oferta para criar liquidez. Preço do gás para indústria no Brasil chega a US$ 20/MMBtu, cinco vezes mais que nos EUA, escreve Luís Fernando Quilici, o diretor de Relações Institucionais da Aspacer (Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento).