FONTE: Eixos.com.
NESTA EDIÇÃO. Aneel aciona bandeira tarifária vermelha no patamar 1 em junho, em meio a perspectiva de piora na situação hídrica.
Matriz elétrica brasileira atingiu 88,2% de renovabilidade em 2024.
Transpetro anuncia licitação para barcaças.
Assembleia Legislativa da Bahia analisa projeto de lei que pode conceder perdão parcial de créditos tributários de ICMS a empresas da cadeia de petróleo e gás natural.
EUA encerram concessões de US$ 3,7 bilhões em financiamentos para 24 projetos de energia limpa, incluindo captura de carbono.
O mês de junho começa com uma piora nas perspectivas para os reservatórios das usinas hidrelétricas no Brasil, o que levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a acionar a bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para as contas de luz.
Com isso, as tarifas terão cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
É a primeira vez que a bandeira vermelha é acionada desde outubro de 2024.
A decisão indica um agravamento na situação hídrica em relação a maio, quando a bandeira tarifária foi amarela.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em junho todas as regiões do país vão ter percentuais abaixo da média para a energia natural afluente, índice que mede a quantidade de água que chega às usinas hidrelétricas, em unidade de energia.
Recentemente, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) antecipou para agosto de 2025 o início da operação de dez usinas termelétricas que venceram o leilão de reserva de capacidade de 2021, totalizando 2,2 GW de potência instalada.
88% renovável. A matriz elétrica brasileira atingiu 88,2% de renovabilidade em 2024, segundo o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pelo MME e EPE. Destaque para a participação da geração eólica e solar fotovoltaica, que chegou a 24% do total no ano passado, com crescimento de 12,4% da eólica, e 39,6% da solar, com relação a 2023. A hidrelétrica, por outro lado, caiu 1% e representou 56% do total.
Mercado livre de gás. A Comgás estima que o ambiente livre representará mais da metade do gás movimentado na rede em São Paulo já em 2026, o que terá consequências sobre a revisão tarifária. Na visão da distribuidora paulista, as indústrias passarão por uma profunda e acelerada migração para o mercado livre de gás natural nos próximos anos. Entenda os impactos com a gas week.
Expansão da frota da Transpetro. A subsidiária da Petrobras lançou uma licitação para a aquisição de quatro novas barcaças de três mil toneladas de transporte bruto, quatro empurradores e um rebocador, marcando a entrada da companhia neste modal logístico.
Preço do barril. Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda na sexta-feira (30/5), encerrando uma segunda semana consecutiva de perdas, enquanto o mercado aguardava a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre as metas de produção para julho.
Perdão de dívidas para petroleiras e refinarias. A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa da Bahia analisa um projeto de lei enviado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que concede perdão parcial de créditos tributários de ICMS a empresas que atuam na extração, refino e processamento de petróleo e gás natural, o PL 25.826/2025.
Preço de referência. A ANP prevê concluir em julho a revisão da resolução 874/2022, que define critérios para o preço de referência do petróleo usado no cálculo das participações governamentais.
Poços órfãos. A ANP está avançando na ação sobre a destinação e responsabilidade do abandono de poços perfurados pela Petrobras há décadas. A diretoria da agência pediu à Procuradoria Federal junto à ANP para adotar as “medidas judiciais cabíveis” de modo a obrigar a Petrobras a abandonar de forma permanente e cuidar do arrasamento dos poços.
Noruega defende captura de CO2. País europeu defende que projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS), assim como eólica offshore e hidrogênio, serão indispensáveis para neutralidade climática.
Enquanto isso, recuo nos EUA. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, anunciou o encerramento de 24 concessões emitidas pelo Escritório de Demonstrações de Energia Limpa, que incluíam, principalmente, financiamentos para CCS e iniciativas de descarbonização.
Siderurgia eletrificada. A Nippon Steel planeja investir US$ 6 bilhões para aumentar a produção de aço usando fornos elétricos a arco (FEA), em uma tentativa de reduzir as emissões de carbono. A empresa deve instalar três FEAs e espera que o governo do Japão forneça até US$ 1,73 bilhão em apoio.
Opinião: A crise climática não se resolve com atos individuais isolados. Ela exige coordenação, planejamento, metas ambiciosas e ações estruturadas que ultrapassem o evento da vez. E isso só será possível se tratarmos a COP como o que ela deve ser: um fórum sério, com foco, relevância e resiliência, escreve Jonathan Colombo, professor do MBA em ESG de Mudanças Climáticas e Transição Energética da FGV.