Europa depende 75% de terras raras de China e Rússia enquanto Brasil guarda minerais estratégicos que podem mudar esse jogo

Europa depende 75% de terras raras de China e Rússia enquanto Brasil guarda minerais estratégicos que podem mudar esse jogo
25 de setembro de 2025

Por Bruno Teles

Com a Europa dependendo de cerca de 75% de terras raras de China e Rússia, o Brasil guarda minerais estratégicos (terras raras, urânio e insumos críticos) que podem reequilibrar cadeias de defesa, chips e baterias; segundo o Prof. Luiz Antonio, a janela para industrializar e agregar valor aqui é curta e exige políticas de refino, parcerias tecnológicas e salvaguardas geopolíticas.

A disputa por insumos críticos ganhou um componente urgente: Brasil guarda minerais estratégicos capazes de aliviar gargalos globais de terras raras, urânio e metais para a indústria de chips, baterias e defesa. A avaliação do Prof. Luiz Antonio é direta: se a Europa hoje depende majoritariamente de China e Rússia, o Brasil tem condição real de virar fornecedor relevante — desde que deixe de exportar só minério bruto e avance para refino e componentes.

Na leitura do especialista, o risco para o Ocidente é óbvio: cadeias de suprimento concentradas significam fragilidade industrial e militar. Ao mesmo tempo, o Brasil pode monetizar sua posição se combinar mapeamento geológico, plantas de processamento e contratos de longo prazo. “Sem política de agregação de valor e proteção regulatória, perdemos a chance de liderar”, resume o Prof. Luiz Antonio.

Por que o Brasil é peça-chave agora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A dependência europeia de suprimentos asiáticos e russos criou um “ponto único de falha” em setores críticos.

Brasil guarda minerais estratégicos que podem mitigar essa exposição por três razões: base geológica ampla, proximidade com mercados ocidentais e estabilidade contratual.

Para o Prof. Luiz Antonio, isso abre espaço para acordos industriais que incluam transferência de tecnologia e participação brasileira no refino.

O especialista frisa que o valor não está só no minério, mas no domínio do processamento e na fabricação de insumos para ímãs permanentes, catalisadores, chips e cátodos de baterias.

Sem plantas de separação e refino, seguimos presos ao papel de exportador primário, com pouca captura de renda e de empregos qualificados.

Terras raras: do minério ao ímã permanente

Na avaliação do Prof. Luiz Antonio, a prioridade é montar rotas completas: mineração, separação, refino e manufatura de componentes.

Isso inclui viabilizar complexos químicos para separar leves e pesadas, garantindo padrões ambientais rigorosos e rastreabilidade.

O passo seguinte é fabricar ímãs permanentes (NdFeB, por exemplo) para motores de veículos elétricos e turbinas eólicas.

“Se não produzirmos o ímã, seguiremos comprando o componente caro lá fora, mesmo tendo o mineral aqui”, adverte o especialista.

Brasil guarda minerais estratégicos, mas precisa transformar essa vantagem em produtos de alto valor.

Urânio e energia para data centers e indústria

Para o Prof. Luiz Antonio, o Brasil também tem vantagem no ciclo do urânio, peça central para expansão de data centers e descarbonização.

Energia firme, previsível e de baixa emissão é essencial para IA, semicondutores e eletromobilidade — e a fonte nuclear pode cumprir essa função com segurança regulatória.

O especialista defende expansão responsável do ciclo do combustível (mineração, conversão, enriquecimento e fabricação de elementos combustíveis), além de parcerias para PNRs/SMRs (pequenos reatores modulares) com conteúdo local em fabricação e manutenção.

Brasil guarda minerais estratégicos e pode vender não só o combustível, mas serviços de ciclo completo, capturando mais valor.

O que a Europa quer — e o que o Brasil deve exigir

Segundo o Prof. Luiz Antonio, a Europa busca contratos estáveis, regras ESG e rastreabilidade.

Em contrapartida, o Brasil deve negociar contrapartidas industriais: investimento em plantas de separação, formação de engenheiros, laboratórios de metrologia e compromissos de compra de longo prazo que viabilizem o CAPEX inicial.

Outro ponto é blindagem regulatória“Sem previsibilidade, capital não vem; sem salvaguardas, perdemos o controle sobre ativos estratégicos”, alerta.

Brasil guarda minerais estratégicos, mas precisa preservar soberania tecnológica com cláusulas de conteúdo local, governança de dados e regras claras de exportação.

Estrutura industrial: do papel à prática

Prof. Luiz Antonio propõe um caminho em três frentes. Primeiro, criar Zonas de Processamento de Minerais Críticos, com licenciamento ágil e padrões ambientais elevados.

Segundo, formar joint ventures entre mineradoras, químicas e fabricantes de componentes (ímãs, catalisadores, cátodos).

Terceirofundos garantidores e PPPs para reduzir risco de implantação de plantas de refino e separação.

Ele reforça que “Brasil guarda minerais estratégicos, mas precisa acelerar a engenharia de processos”.

A meta é subir na curva de valor: vender insumo processado hoje, componente amanhã e, no médio prazo, equipamentos completos (módulos de motor elétrico, subconjuntos para eólica, insumos para semicondutores).

Riscos geopolíticos e como mitigá-los

A concentração das cadeias em poucos países cria risco de choques de preço, controles de exportação e sanções.

Para o Prof. Luiz Antonio, o Brasil deve adotar diversificação de destinoscláusulas de segurança de fornecimento e estoques reguladores de minerais estratégicos.

Recomenda mecanismos de “gatilho” em contratos (revisão de volume/preço em caso de disrupções globais) e acordos governamentais de backstop.

Brasil guarda minerais estratégicos, mas só capturará valor se garantir estabilidade de longo prazo para investidores e clientes.

Ambiental, social e governança: licença para operar

O especialista ressalta que licença social é tão crítica quanto licença ambiental.

Projetos precisam beneficiar comunidades locais, com empregos qualificadosconteúdo regional e monitoramento público do desempenho ambiental.

“Sem transparência e diálogo, o projeto não sai do chão”, diz o Prof. Luiz Antonio.

Brasil guarda minerais estratégicos, mas deve provar que consegue produzir com menor pegada, rastreabilidade e reaproveitamento de resíduos — diferencial competitivo na hora de fechar contratos com a Europa.

O diagnóstico é claro: Brasil guarda minerais estratégicos e vive uma janela rara para sair do papel de exportador de minério bruto.

Com refino local, manufatura de componentes e contratos de longo prazo, o país pode virar pilar de segurança de suprimentos para Europa e aliados — sem abrir mão da soberania tecnológica.

Como resume o Prof. Luiz Antonioquem dominar o processamento vai ditar o ritmo da reindustrialização verde e digital”.

Fonte: Click Petróleo e Gás.
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