Baterias podem transformar Brasil no segundo mercado mais competitivo em energia solar do mundo, diz Irena

Baterias podem transformar Brasil no segundo mercado mais competitivo em energia solar do mundo, diz Irena
21 de outubro de 2026

País pode alcançar um dos menores custos do mundo para a geração solar, com cerca de US$ 41 por megawatt-hora em 2035

Por Lorena Marcelino

O Brasil pode se tornar o segundo mercado mais competitivo para energia solar firme no mundo, atrás apenas da China, segundo o estudo 24/7 Renewables: The Economics of Firm Solar and Wind, da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena).

O país pode alcançar um dos menores custos globais para a geração solar, com cerca de US$ 41 por megawatt-hora (MWh) em 2035. O valor considera a combinação de geração fotovoltaica e sistemas de armazenamento em baterias (BESS).

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a projeção reforça a competitividade do país na combinação entre geração solar e armazenamento e evidencia uma oportunidade estratégica para ampliar a participação das fontes renováveis na oferta de eletricidade.

De acordo com o estudo, o avanço da competitividade das baterias é um dos principais fatores por trás da queda no preço. Entre 2010, e 2024, o custo global de sistemas de armazenamento caiu 93%, indo de US$ 2.634/kWh para US$ 197/kWh, segundo a Irena.

A presidente do Conselho de Administração da Absolar, Bárbara Rubim, considera que a expansão do armazenamento pode contribuir com a integração de novas cargas e o aumento da flexibilidade do sistema elétrico.

Segundo a associação, a combinação entre geração solar e armazenamento permite deslocar parte da produção para períodos de maior demanda, reduzir a necessidade de geração convencional de suporte e ampliar a utilização da infraestrutura elétrica.

A Absolar destaca que a oportunidade é particularmente relevante diante da expansão de novos consumidores de eletricidade, como data centers, projetos de hidrogênio verde e instalações industriais eletrointensivas.

“Os resultados mostram que o Brasil reúne condições muito favoráveis para avançar na oferta de energia renovável firme e competitiva. A redução dos custos do armazenamento amplia a capacidade de utilizar o sol de forma mais estratégica, deslocando a geração para os momentos de maior necessidade do sistema”, disse o CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, em nota.

Fonte: Eixos.com.
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