Aneel projeta alta de 9,1 GW na matriz elétrica em 2026

Aneel projeta alta de 9,1 GW na matriz elétrica em 2026
14 de janeiro de 2026

Estimativa supera em 23% a expansão de 2025 e conta com o protagonismo das fontes renováveis na produção de energia

Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta 3ª feira (13.jan.2026) que projeta um crescimento de 9.142 megawatts (MW) na capacidade instalada da matriz elétrica brasileira em 2026, segundo o Ralie (Relatório de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica).

A estimativa representa um avanço de 23,4% em relação à expansão registrada em 2025, quando o país adicionou 7.403,54 MW ao sistema elétrico nacional.

Em 1º de janeiro de 2026, o Brasil alcançou 215,9 gigawatts (GW) de potência instalada em usinas centralizadas, conforme dados do Siga (Sistema de Informações de Geração da Aneel). Desse total, 84,63% da capacidade em operação é proveniente de fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica, solar e biomassa.

“O percentual reforça o posicionamento do Brasil entre os países com maior participação de energia limpa em sua matriz elétrica, fator considerado estratégico tanto para a segurança energética quanto para compromissos ambientais”, afirma a reguladora em nota.

2025

Ao longo do ano passado, 136 usinas entraram em operação comercial no Brasil, com destaque para as fontes renováveis, que seguem como o principal eixo da expansão do setor elétrico.

Do total de capacidade instalada no ano:

  • energia solar fotovoltaica respondeu por 2.815,84 MW, distribuídos em 63 usinas;
  • termelétricas somaram 2.505,77 MW, com 15 unidades;
  • energia eólica adicionou 1.825,90 MW, a partir de 43 parques;
  • PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) contribuíram com 199,34 MW;
  • usinas hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas menores completaram a expansão.

Segundo a Aneel, 17 Estados brasileiros passaram a sediar novas usinas em 2025. Os maiores acréscimos ocorreram no Rio de Janeiro, com 1.681 MW, seguido por Bahia (1.371 MW) e Minas Gerais (1.294 MW).

Fonte: Poder360.
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