Alumínio na rota da descarbonização

Alumínio na rota da descarbonização
9 de setembro de 2025

A pressão por soluções sustentáveis já deixou de ser tendência e passou a ser requisito para a indústria global. No mercado do alumínio — fundamental para setores como transportes, construção civil e embalagens — o desafio é ainda maior: reduzir as emissões em cadeias de produção intensivas em energia, sendo referência decisiva na viabilidade da transição para uma economia de baixo carbono.

Com mais de 100 anos de atuação no mundo e presença estratégica no país desde 2011, a Hydro é um exemplo concreto dessa transição energética. A companhia vem implementando iniciativas que unem inovação, tecnologia e sustentabilidade.

Desde 2022, já participou de investimentos na ordem de R$ 12,6 bilhões em investimentos em projetos de reflorestamento, economia circular, energias renováveis e tecnologias que reduzem emissões — posicionando a região Norte no cenário de descarbonização industrial.

Extraindo ferro metálico do resíduo de Bauxita

Um dos destaques é a parceria com a Wave Aluminium, braço da holding global New Wave. Após seis anos de estudos e um aporte de R$ 240 milhões, a Wave iniciou a construção de uma planta piloto na Alunorte, em Barcarena (PA).

O projeto inova ao transformar o resíduo de bauxita em ferro metálico, insumo para aço e peças fundidas, com 47% menos emissões de CO₂ do que o processo convencional. A meta é clara: até 2030, utilizar 10% dos resíduos de bauxita na cadeia produtiva e eliminar áreas de armazenamento permanente até 2050.

Do caroço de açaí ao combustível industrial

Outro avanço pioneiro vem da substituição do carvão mineral por biomassa do caroço de açaí — um exemplo de como um resíduo abundante na região amazônica pode ganhar valor estratégico na transição energética.

O projeto vai muito além da simples troca de combustíveis: envolve pesquisa laboratorial, modelagem matemática e desenvolvimento de fornecedores locais para transformar o caroço em um combustível competitivo.

Os resultados já mostram escala crescente. Em 2023, foram consumidas 13 mil toneladas de caroço de açaí nas caldeiras da Alunorte. O volume saltou para 70 mil toneladas em 2024, e a meta é chegar a 125 mil toneladas em 2025.

Caldeiras elétricas e energia renovável

A Alunorte, maior refinaria de alumina em planta única do mundo, também investiu em duas novas caldeiras elétricas, somando-se a outra já em operação desde 2022. Movidas por energia renovável de complexos eólico e solar onde também houve investimento da Hydro, as caldeiras elétricas têm emissão zero de carbono e reduzem até 550 mil toneladas de CO₂ anuais. O investimento de R$ 318 milhões reforça a posição da planta como referência em baixas emissões no setor.

Gás natural no lugar do óleo combustível

A Hydro também substituiu o uso de óleo combustível por gás natural na Alunorte, em parceria com o Governo do Pará. A mudança, que eliminou totalmente o uso de óleo combustível na operação, diminuiu a intensidade de carbono e possibilitou a instalação de um terminal de gás natural na região, abrindo caminho para novos empreendimentos no estado.

Transição energética é realidade no Brasil

Com essas iniciativas, a Hydro demonstra que a descarbonização industrial é viável, estratégica e uma realidade no Brasil. O conjunto de soluções — da gestão de resíduos à inovação em biomassa, passando por eletrificação e novas matrizes energéticas — transforma o alumínio brasileiro em referência global de produção com menor impacto ambiental.

No Pará, a agenda de inovação conduzida pela companhia mostra como a integração entre tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento regional pode apontar caminhos para um futuro industrial mais limpo e competitivo.

Fonte: CNN Brasil.
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