Alckmin: Programa de Sustentabilidade da indústria química será regulamentado nos próximos dias

Alckmin: Programa de Sustentabilidade da indústria química será regulamentado nos próximos dias
20 de abril de 2026

Programa terá R$ 15 bi em crédito tributário para insumos e investimentos nos próximos cinco anos, afirma presidente em exercício

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta segunda (20/4), que o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq) será regulamentado nos próximos dias.

Alckmin fez a afirmação após visitar a unidade fabril da Unipar, em Cubatão (SP). A unidade concluiu em dezembro seu processo de instalação e recebeu investimentos da ordem de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Teremos nos próximos cinco anos o Presiq Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, que será regulamentado nos próximos dias”, disse Alckmin.

De acordo com ele, o Presiq envolve um montante de R$ 15 bilhões, sendo R$ 3 bilhões por ano em crédito tributário para insumos e para melhorar a competitividade da indústria química e investimento.

Alckmin aproveitou para voltar a destacar a ampliação do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) com a liberação de R$ 3,1 bilhões para socorrer o setor petroquímico e fomentar novos investimentos.

“O presidente Lula e nós, como ministro da indústria, fizemos a recomposição tarifária, acionamos defesa comercial para combater dumping e o Reiq este ano terá R$ 3,1 bilhões, R$ 2 bilhões para crédito para insumos e R$ 1,1 bilhão para investimento”, afirmou Alckmin.

Ele disse também que o governo federal está trabalhando para melhorar o custo do gás natural junto com a Petrobras. “Estamos aumentando a produção de gás natural no Brasil, mas nós precisamos equacionar melhor a questão regulatória”, disse o presidente em exercício.

Sai Reiq, entra Presiq

Com o encerramento do Reiq em 2026, o setor foi beneficiado com a lei do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq), sancionado pelo presidente Lula (PT) em dezembro do ano passado.

A medida estabelece estímulos fiscais com o objetivo de reduzir a ociosidade e retomar a produção do setor.

Presiq também tem medidas de descarbonização, como o aumento da participação do gás natural e biomassa na matriz de matérias-primas e energia, além da adoção de compromissos de economia circular de plásticos e químicos em geral.

desoneração das alíquotas de PIS/Cofins sobre as matérias-primas e insumos utilizados na produção de produtos químicos, como prevista no Reiq, termina com o período de transição da reforma tributária — que extingue, justamente a partir de 2027, o PIS/Cofins.

Presiq vai até 2029 e foi estruturado em dois blocos. O primeiro dispõe sobre o usufruto de crédito para aquisição de insumos e matérias-primas menos poluentes.

Já o o segundo bloco — na modalidade investimento — prevê que até 3% do valor aplicado pode ser revertido em créditos financeiros voltado às centrais petroquímicas e às indústrias químicas que se comprometem em ampliar a capacidade instalada.

A empresa interessada deverá destinar 10% do valor dos créditos usufruídos para pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Outra opção prevista no projeto de lei é a destinação de 8% para P&D e 2% para programas socioeducativos.

O novo programa busca ocupar esse espaço, com a concessão dos créditos fiscais para o setor.

  • aquisição de matérias primas, incluindo nafta petroquímica e gás natural, na proporção de até 5% do valor de aquisição de produtos e limitado a R$ 4 bilhões por ano;
  • investimentos em ampliação de capacidade instalada ou projetos que atendam a outras diretrizes do programa, com créditos de até 3% do valor do investimento. Nesse caso, o crédito está limitado a R$ 1 bilhão por ano.

Programa estabelece limites por insumo

O Presiq estabelece um teto para os créditos concedidos de acordo com cada tipo de matéria-prima adquirida.

Os agentes habilitados na modalidade industrial poderão usufruir de créditos no limite de:

  • R$ 2 bilhões/ano na compra de nafta petroquímica e n-parafina; ou na aquisição de etano, propano, butano, condensado e correntes gasosas de refinaria e hidrocarbonetos leves de refino;
  • R$ 150 milhões/ano na compra de gás natural para produção de cianeto de sódio, ácido cianídrico, metacrilatos, amônia, ureia, hidrogênio, CO e CO2;
  • e R$ 1,850 bilhão/ano na aquisição de eteno, propeno, buteno, butadieno, orto-xileno, benzeno, tolueno, isopreno, paraxileno e cumeno por indústrias químicas.

Com informações do Estadão

Fonte: Eixos.com.
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